Dez anos da Livraria Simples

Dez anos da Livraria Simples

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A Rua Rocha, no Bixiga, tradicional bairro de São Paulo, é a rua da Livraria Simples. Há uma década, moradores e turistas contam com o estabelecimento que se transformou em atração local e referência nacional de mobilização cultural. Criada em 2016 por Adalberto Ribeiro e Felipe Faya, a livraria ganhou novo ponto na mesma rua, o Mercadinho Simples, e promove a Feira do Livro da Rocha, juntamente com outras livrarias da região e parceiros, que teve a segunda edição em maio.
Em entrevista à coluna, Adalberto Ribeiro contou que abriu a Simples por “necessidade de pagar contas, percepção de oportunidades e consciência de possuir domínio sobre o ofício”. Veja o que mais ele disse, na breve conversa abaixo.

Depois de dez anos atuando no mercado editorial, o que você percebe como o principal problema enfrentado por uma livraria no Brasil, hoje, Beto?
Adalberto Ribeiro – O principal problema é a desvalorização do livro e a consequente desidratação das livrarias causada pela concorrência por vezes desleal, em plataformas, feiras e festas de descontos expressivos que, diga-se, por si só não provocam acesso à leitura, senão ao consumo puro e simples e a apenas algumas classes econômicas do país.

E o maior estímulo para um livreiro?
Adalberto Ribeiro – Está na possibilidade de impacto social que uma livraria pode provocar numa comunidade a partir de sua interação com o território no qual ela está inserida.

Como você compreende o papel das livrarias e dos livros em nossa época, com as pessoas tão grudadas nas telas?
Adalberto Ribeiro – O papel das livrarias e dos livros vai ficar cada vez maior diante da calamidade que as telas estão provocando. Creio que que seja, senão o último, o melhor rincão de resistência ou antidoto contra esse mal que nos afeta cada vez mais. O analógico pode encontrar sua melhor expressão dentro de uma livraria ou biblioteca. Quando vejo uma biblioteca como a Nacional, no Rio, ou a Mario de Andrade, em São Paulo, paradoxalmente eu enxergo o futuro e não o passado.

Edichão

Com poesia, música e exposição, será neste domingo, 12, no Recife, mais uma edição da Feira de Rua Edichão, “a mais livresca e democrática” da cidade. Das 8h da manhã à 1h da tarde, nas calçadas da Av. Guararapes, no centro da capital pernambucana.

Podcast recifense

As acadêmicas Conceição Rodrigues e Raphaela Nicácio entrevistam o presidente da Academia Recifense de Letras, Heitor Bezerra de Brito, no primeiro episódio do Podcast Recifense. A conversa está disponível na íntegra no canal da Academia no YouTube. Saiba mais no Instagram @academiarecifensedeletras.

Mulheres escritoras

O primeiro Festival Literário e Cultural de Mulheres Escritoras de Florianópolis aconteceu na terça, 7, na capital de Santa Catarina. O evento prestou um tributo à Antonieta de Barros. Primeira deputada negra do Brasil, Antonieta de Barros foi escritora, professora e jornalista. A programação durante todo o dia, no Largo da Alfândega, incluiu contação de histórias, sarau literário e feira de artesanato.

 



Claudia Nina e Alex Andrade – Divulgação

Encontro na Livraria

Claudia Nina lançou “A lagartixa pensante e a menina triste”, com ilustrações de Ágata Kretli, no último sábado, 11, na Livraria Lima Barreto e Pequeno Benjamin, no Rio de Janeiro. A publicação é da Bambolê. Na foto, em um dos encontros do evento, a autora com o também escritor Alex Andrade.

Mulheres em travessia

Encontra-se em pré-venda o livro organizado por Isabella de Andrade e María Elena Morán, “Mulheres em travessia”, coletânea de contos em publicação da Diadorim. A apresentação é de Dia Nobre. Entre as escritoras participantes estão Bethânia Pires Amaro, Renata Belmonte, Carina Bacelar, Mar Becker, Maria Carolina Casati, Rafaela Riera e Taiane Martins. Para Isabella de Andrade, em depoimento para a Literária, a obra “nasceu do desejo de reunir histórias que acompanham os movimentos de transformação que atravessam tantas mulheres que se deslocam, mudam ou se distanciam de seus lugares de origem. São contos sobre deslocamentos, escolhas, perdas, recomeços e sobre tudo aquilo que nos modifica, muitas vezes de forma silenciosa. A literatura tem essa capacidade de criar reconhecimento entre pessoas que nunca se encontraram. Espero que cada leitora encontre, nessas páginas, alguma companhia para atravessar também as próprias travessias”, diz Isabella de Andrade. Saiba mais em www.diadorimeditora.com.br.

 

Novos engenhos

Com prefácio de Xico Sá e posfácio de Josias de Paula Jr., a obra de Roberto Azoubel ganha nova rodada de autógrafos no Recife, no sábado, 18. Em “Novos Engenhos – Ensaios e artigos de cultura contemporânea (2003-2025)”, o autor “revisita debates clássicos sobre identidade regional”, segundo Taciana Oliveira, que entrevista Azoubel para o site www.miradajanela.com. A publicação é da Titivillus. Antes dos abraços, haverá bate-papo do escritor com Josias de Paula Jr. e o editor Rodrigo Acioli. No Museu Regional de Olinda a partir das 4 da tarde.

 


Victor Fernandez

Yacunã Tuxá abriu exposição – Victor Fernandez

Toda árvore tem raiz

Foi aberta na Unidade Passeio da Caixa Cultural Rio de Janeiro, na terça, 7, a mostra individual da artista indígena Yacunã Tuxá, em diferentes linguagens e suportes, como pintura, fotografia, poesia, escultura e performance. A curadoria é de Naine Terena e Vera Nunes. “A multiplicidade de linguagem criativa que apresento neste projeto introduz algo simples: é impossível sintetizar a pluralidade subjetiva das existências indígenas”, afirma Yacunã Tuxá. A exposição fica no Rio de Janeiro até 20 de setembro. Mais informações no Instagram @caixaculturalrj.

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