Edital tem como meta transformar cerca de 1.200 hectares — o que representa aproximadamente 40% do território de Itamaracá, no Grande Recife
JC
Publicado em 25/07/2026 às 7:11
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O plano do Governo de Pernambuco para reposicionar a Ilha de Itamaracá no cenário turístico internacional já contabiliza interessados no desenvolvimento imobiliário do litoral norte. Durante um evento realizado nesta sexta-feira (24), que confirmou a chegada da rede Vila Galé ao antigo hotel Sheraton, na Reserva do Paiva, no Cabo, a vice-governadora Priscila Krause anunciou que seis grupos empresariais já manifestaram interesse na ocupação dos terrenos que foram desapropriados em Itamaracá.
O projeto tem como meta transformar cerca de 1.200 hectares — o que representa aproximadamente 40% do território de Itamaracá — em um moderno polo turístico e de lazer. A área, que historicamente abrigou complexos prisionais, agora será convertida por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).
De acordo com a vice-governadora, o cronograma está seguindo o planejado, e o próximo marco acontecerá em setembro deste ano. Os seis interessados deverão apresentar formalmente suas propostas técnicas e de negócios, que passarão por um processo de avaliação e seleção por parte do comitê estadual. Os nomes das empresas não foram divulgados.
Priscila Krause destacou que a modelagem via PPP foi desenhada justamente para garantir a sustentabilidade e o desenvolvimento socioeconômico da região no longo prazo. “O objetivo central é fazer com que a área seja explorada de maneira correta, preservando o meio ambiente e respeitando a vocação natural e histórica da ilha, conhecida por suas praias, pelo Forte Orange e por sua forte identidade cultural”.
Com a entrega das propostas em setembro, a expectativa do mercado e dos moradores da Região Metropolitana do Recife é de que o edital finalmente tire do papel uma das maiores transições de uso de solo urbano e turístico do Estado, transformando o passado de detenção de Itamaracá em um futuro de desenvolvimento turístico.
Embora os novos projetos venham casados com o plano diretor da cidade, Itamaracá ainda precisa atualizar a sua legislação, revisando as regras que definem os modelos construtivos e adequando-se ao plano de manejo da CPRH, que atribui diretrizes a áreas de preservação.



