Informações do JC
O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que ficou magoado por não ter sido escolhido para disputar o Senado, decidiu ser candidato a deputado federal no final da tarde desta quarta-feira durante reunião com a governadora Raquel Lyra em meio às negociações entre o PP e o União Brasil para elaboração da ata da Federação União Progressista. Enquanto a sede do PP enfrentava um entra e sai de filiados que aguardavam desde às 11 da manhã um acordo entre os dois partidos tendo como negociadores, de um lado, o deputado federal Fernando Filho e do outro o também deputado federal Lula da Fonte, a governadora acompanhava tudo à distância mas acabou recebendo Miguel e Eduardo da Fonte para selar o acordo final.
Só em cima da hora de encerramento da convenção às 17 horas todos os membros da executiva estadual da Federação, com exceção de Miguel, voltaram ao local para assinar a ata, tirar uma foto com os dois grupos unidos, assegurando, como o PP defendia, o apoio a Raquel com a disponibilidade para ela do tempo de Rádio e TV e às candidaturas ao Senado de Eduardo da Fonte e de Túlio Gadelha que fora ao local pela manhã e participou da reunião de 11 horas com a presença do copresidente nacional da Federação, senador Ciro Nogueira.
A governadora foi convidada para ir à convenção mas desistiu diante das notícias que começaram a circular no dia anterior e cedo da manhã desta quarta de que poderia não ser pacífico o evento pois o União Brasil, presidido por Miguel Coelho, colocaria alguns entraves para fechar o acordo. Embora não tivesse poder de veto por ter apenas dois dos sete votos da comissão executiva estadual, a legenda presidida por Miguel acabou discordando de algumas partes da proposta do PP, adiando o desfecho para o final da tarde. Eduardo da Fonte, sabendo anteriormente disso, conseguiu que Ciro Nogueira fizesse um pouso no Recife – ele estava se deslocando por vários estados com problema de entendimento entre os dois partidos – e coube a ele apelar para um entendimento, embora tenha lembrado que o PP tinha maioria e isso deveria ser respeitado.
Irmãos deputados
Pernambuco já vinha convivendo com um fenômeno incomum na política que foi a eleição para deputado federal de Eduardo da Fonte e do seu filho Lula da Fonte. Isso só ocorrera lá atrás quando José Mendonça conseguiu se eleger e eleger Mendonça Filho para a Câmara Federal no mesmo ano. Mas agora em 2026 a eleição casada de parentes volta ao campo político após Miguel Coelho ter decidido se candidatar junto com o irmão Fernando Filho, que já é deputado e disputa a reeleição. Parte da confusão criada para fechamento do acordo da Federação esta quarta-feira se deveu a isso. Os Coelhos queriam segurança de votos para Miguel por parte de Eduardo da Fonte, que agora vai disputar pelo Senado, e da própria governadora Raquel Lyra. E conseguiram.
Irmã de Anderson deve ser suplente de Mendonça
Adriana Ferreira, irmã mais velha do presidente do PL, Anderson Ferreira, deve ser a 1ª suplente do candidato ao Senado, Mendonça Filho. Além de Anderson, candidato a deputado federal, seu irmão André Ferreira será candidato a estadual, funcionando como o puxador de votos da bancada estadual e seu cunhado Fred Ferreira é vereador do Recife. Adriana será a primeira mulher da família a ser lançada na política. O grupo foi iniciado pelo patriarca Manoel Ferreira, que teve vários mandatos de deputado estadual, e tem como pano de fundo o voto evangélico.



