Pernambucana está há 10 dias presa em nevasca na fronteira entre Argentina e Chile

Pernambucana está há 10 dias presa em nevasca na fronteira entre Argentina e Chile


Olindense está com marido e filha de 11 anos em uma fila de caminhões e afirma enfrentar frio intenso, falta de assistência e escassez de suprimentos

Por

JC


Publicado em 12/08/2026 às 9:00

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A família de Nadja Alexandrino de Medeiros Gonçalves, de 49 anos, está há onze dias presa na fronteira entre Argentina e Chile, em decorrência de uma forte nevasca que atingiu a região. Ela, o marido Emerson (52) e a filha Sofia (11) estão em uma fila de caminhões que aguarda liberação para entrar no Chile.

Eles afirmam enfrentar um frio intenso e dificuldade para conseguir suprimentos, além de não receberem assistência enquanto aguardam.

Família busca ajuda de autoridades

Emerson trabalha como caminhoneiro e, aproveitando as férias, Nadja e Sofia resolveram acompanhá-lo em uma viagem. Eles estão na Argentina desde o último dia 21 de julho.

Diante da demora para conseguir deixar a região, Nadja afirma que tentou buscar auxílio por diferentes canais. Ela conta que enviou um e-mail ao presidente da Argentina pedindo atenção para as pessoas retidas e medidas que permitam a saída dos veículos.

A pernambucana também procurou contatos no Brasil. Segundo ela, pessoas que trabalham em ministérios ligados à Presidência da República fizeram contato e repassaram o número do Consulado brasileiro na região. Nadja afirma ter procurado o órgão, mas diz que ainda não conseguiu uma solução para a situação da família.

Ela também conta que recebeu orientação para procurar a polícia e registrar as dificuldades enfrentadas. Segundo o relato, policiais estiveram na região após um roubo, mas não haveria atendimento permanente aos motoristas que permanecem retidos.

Suprimentos estão perto do fim

De acordo com Nadja, existem pontos de apoio no início da fila, onde são distribuídos alimentos e oferecido atendimento de saúde. A família, porém, estaria distante desses locais e teria dificuldade para chegar até eles.

“Em alguns locais, estão distribuindo sopa e outros alimentos. Também foram instalados alguns pontos de apoio à saúde, porque a situação é muito crítica. Já houve mortes de motoristas que estavam presos nessa região”, afirma.

Na área onde está, a pernambucana diz que a assistência é praticamente inexistente. Com os dias de espera, os suprimentos da família estariam chegando ao limite, enquanto os gastos para permanecer no local aumentam.

Pernambucana faz apelo por ajuda

Com uma criança de 11 anos entre os integrantes da família, Nadja pede que autoridades brasileiras, argentinas e chilenas adotem medidas para garantir segurança e assistência às pessoas que continuam retidas na região.

O apelo, segundo Nadja, não se restringe à própria família, mas também aos demais motoristas e passageiros que permanecem presos na região.

“Não queremos nada além de segurança e condições para sair daqui. Precisamos de ajuda e, principalmente, precisamos que alguém olhe por nós e pelas centenas de pessoas que estão vivendo a mesma situação”.

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