Lulinha é alvo de três inquéritos no STF. As apurações conduzidas pela Polícia Federal investigam suspeitas de tráfico de influência
Estadão Conteúdo
Publicado em 23/08/2026 às 21:28
| Atualizado em 23/08/2026 às 22:00
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O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu neste domingo, 23, que seu filho, Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seja investigado. Em entrevista à Rede Record, veiculada no mesmo horário do debate de candidatos à Presidência da República, promovido pela Rede Bandeirantes e outros veículos de imprensa, entre eles o Estadão do qual não participou, Lula disse que não é “juiz, procurador nem delegado” mas que todos são obrigados “a agir corretamente”.
“Se alguém está agindo de forma errada tem que ser investigado”, disse Lula. “Ninguém está impune se cometer um erro; vale para meu filho ou para qualquer pessoa.”
Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações conduzidas pela Polícia Federal investigam suspeitas de tráfico de influência em negócios de aliados no governo federal.
Lula voltou a dizer que, se houve prejuízo aos cofres públicos, é preciso pagar.
“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. […] Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, disse.
“Todo mundo tem o direito de se provar inocente”, afirmou. “Nós somos obrigados a fazer a coisa certa, mas se alguém fizer a coisa errada, pagará pelo que fez”, declarou.
Sobre corrupção, disse que é “uma coisa quase incontrolável”. “Tem em qualquer lugar.”
Lula afirmou, no entanto, que o País tem capacidade de investigação. De acordo com ele, a Polícia Federal (PF) está preparada para investigar.
Segurança pública
O presidente reafirmou também que vai criar o Ministério da Segurança Pública, que hoje faz parte da pasta da Justiça e que aumentará a autonomia dos governadores no setor.
Lula garantiu ainda que, se reeleito, vai trabalhar com governos de Estados e prefeituras pelo setor, com a utilização da PF e das Polícias Rodoviária Federal (PRF) e Penal.
Ele defendeu a devolução do território da periferia ao povo e pregou punição a quem tiver que ser punido, mas “não matando quem não precisa morrer”.
Feminicídios
Lula falou ainda sobre feminicídios. Segundo ele, os três Poderes podem se unir “em luta” contra os assassinatos de mulheres por motivação de gênero.
“Precisa trabalhar um processo educacional porque educação está equivocada, tem gente que acha que é dono da mulher e que a mulher não pode fazer nada, mas a mulher quer ser livre, fazer o que ela quiser”, disse o presidente da República.


