Caiado defende anistia a Bolsonaro e propõe polícia unificada contra facções em sabatina da TV Globo

Caiado defende anistia a Bolsonaro e propõe polícia unificada contra facções em sabatina da TV Globo

O candidato à presidência da República também criticou a segurança pública no país e evitou detalhar propostas econômicas durante a entrevista

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O candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, participou da sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta terça-feira (25) e voltou a afirmar que vai encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de anistia geral, ampla e irrestrita, com inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

“Jamais transigi das regras da democracia. Nunca contestei os resultados”, declarou. “Precisamos acabar com a polarização e pacificar o País”, disse Caiado, ao justificar a anistia aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

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Na ocasião, ele também afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) “anistiou” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que voltou a disputar eleições em 2022.

Outro assunto bastante abordado por Caiado foi a questão da Segurança Pública. No começo da sabatina, ele afirmou que o Brasil está “todo dominado pelas facções criminosas” e classificou o país como “a Disneylândia do narcotráfico”.

Segundo o candidato, o crime organizado opera com a “conivência” do governo federal e mantém cerca de 60 milhões de brasileiros “escravizados” pelo narcotráfico. Ele não apresentou fonte para esse dado.

A principal proposta de Caiado para a área é criar uma polícia unificada permanente composta pelo Brasil e os 10 países da América do Sul que fazem fronteira com o território nacional para combater o tráfico de drogas, o contrabando de armas e a lavagem de dinheiro.

O candidato defendeu que essa polícia teria “toda a liberdade de adentrar” em todos os países membros (incluindo o Brasil) sem que isso represente um comprometimento da soberania nacional, mas negou que militares americanos teriam o direito de entrar no Brasil por causa dessa proposta.

Ronaldo Caiado terminou a entrevista sem detalhar medidas concretas para algumas das principais questões econômicas que enfrentaria caso fosse eleito presidente.

Ao ser pressionado para detalhar se mudaria ou manteria as regras que vinculam receitas para a saúde e educação ao teto de gastos, o candidato afirmou que não mexeria nos pisos e nem no salário mínimo.

Perguntado de forma direta sobre qual seria sua proposta para garantir a sustentabilidade da previdência diante do envelhecimento populacional, Caiado recusou-se a dar detalhes técnicos da economia, exclamando: “Nós não estamos aqui numa mesa examinadora”.

Ao final da sabatina, para justificar a ausência de uma proposta estruturada para os brasileiros, ele afirmou ter “medo de iluminados”. Em seguida, defendeu que ele deve ter a humildade para chamar especialistas e servidores públicos para construir as propostas e encontrar soluções apenas após sua possível eleição.

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