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Daniel Vorcaro, hoje cumprindo prisão domiciliar e com tornozeleira eletrônica, errou ao confiar apenas no senador Ciro Nogueira (Republicanos PI) para a aprovação da emenda (nº 11 da PEC 65/2023) que elevaria a garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
Novato no mercado da corrupção, Vorcaro não percebeu que uma proposição como a que sua equipe escreveu em julho de 2024 só passaria no Congresso se ele trabalhasse com mais atores. O banqueiro achou que pela posição de Ciro Nogueira (presidente do Republicanos) a questão estaria resolvida.
Emenda Master
Hoje, com a liquidação do Master, é fácil dizer que, se aprovada, ela implodiria o FGC. Mas fazendo a conta ao contrário – se a emenda fosse aprovada – o Master estaria salvo porque Vorcaro teria como substituir, gradativamente, os títulos podres que colocou no mercado. Inclusive, distribuídos pelos grandes bancos por CDBs agora com garantia de R$ 1 milhão.
Se isso acontecesse, todo o “pacote de lixo” que Vorcaro tinha inundado o mercado de fundos de investimento viraria CDB validado. Não precisaria mais de ninguém. Nem mesmo do BRB. Até porque com seu banco líquido, não precisaria mais vendê-lo.
Ajustar contatos
Porém, sem a Emenda Master, todo o ecossistema que Vorcaro criou entre 2022 e 2025, quando foi preso, começou a ser um problema. E é a partir daí que ele se apressou em ajustar seus contatos no Banco Central, advogados e até ex-ministros do governo Bolsonaro, como o das Comunicações, Fábio Faria, apontado como a pessoa que apresentou Vorcaro a Alexandre de Moraes, em dezembro de 2023.
Se Vorcaro tinha consciência do que a não inclusão da Emenda Master no texto da PEC do Banco Central causaria ao seu banco, ainda se sabe. Mas a julgar pelas movimentações na ações de relacionamento, ele acreditou que poderia salvar o Master a partir de um monitoramento de diretores no próprio Banco Central e sua nova rede de contatos.
Vorcaro deixou de confessar nos documentos da delação fatos que já haviam sido extraídos – Divulgação
Próximo de Moraes
É importante não perder de vista: a aproximação com o ministro Moraes (seis meses antes da negativa da emenda no Congresso) fez parte dessa estratégia. É possível observar isso nos movimentos de Vorcaro em eventos que seu banco patrocinou e nas viagens que fez nas quais levou dezenas de personalidades.
Vem daí a contratação de Guido Mantega, em abril de 2024, para levá-lo a Lula e a pressão para se reunir com Gabriel Galípolo, o que conseguiu no Palácio do Planalto. Ele também cuidou de montar um suporte de influenciadores para, no caso de uma eventual liquidação, atacar o instrumento técnico do BC.
Ainda protegido
E Vorcaro vem obtendo sucesso,
Ministro André Mendonça – Carlos Moura/STF/Divulgação
ainda que esteja sendo investigado, tenha perdido o seu banco. As ações do ministro Dias Toffoli, no período de recesso, as tentativas de acordo de leniência e as diversas mudanças de advogados traçam uma linha de ação para que o processo no STF seja nulo. Ainda que esteja nas mãos de um ministro da corte.
Moraes, Dias Toffoli e Mendonça, Lula, Alcolumbre, Hugo Mota, Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro em algum momento interagiram com Vorcaro. Mas existem dezenas de outros personagens que formam o ecossistema de Vorcaro. E muitos deles tendo feito negócios com o Banco Master, estreitado relações pessoais, recebendo e até pedindo benesses.
Fundamento do jogo
É importante não esquecer do fundamento desse jogo. O Banco Master foi estruturado para crescer vendendo CDB garantido pelo FGC.
O problema é que, para dar uma aparência de papel com lastro, Vorcaro criou uma fábrica de fundos de investimento fictícios que dava garantia de face do dinheiro limpo recebido dos investidores incautos.
E isso permitiu a Vorcaro criar sua Disneylândia de corrupção e de influência que ele acreditou que poderia protegê-lo quando o Banco Central chamasse a Polícia Federal.
Má reputação
Vorcaro nunca teve reputação no mercado financeiro e sabia que seu banco iria explodir. O que surpreende é que ele tenha acreditado que sua rede de relacionamentos o salvaria.
Não o salvará, mas ele já estragou a reputação de boa parte da República criando uma imagem de tráfico de influência via pagamento de benesses que envolve agora gente dos três poderes e, em especial ,da Suprema Corte cujas consequências nas eleições de outubro ainda não se pode prever.
Construção e imóveis
Até o final de 2026, os setores de construção civil e imobiliário devem movimentar, juntos, cerca de R$ 449,4 bilhões no Brasil. É o que aponta a Pesquisa IPC Maps, especializada no potencial de consumo dos brasileiros há mais de 30 anos, com base em dados oficiais. Segundo o levantamento, as famílias desembolsarão mais de R$ 306,3 bilhões apenas com materiais de construção e mão de obra para a reforma. Tomara.
Taxa dos EUA
A nova edição da pesquisa Rumos da Indústria Paulista, realizada pela Fiesp, aponta que 69% das indústrias paulistas que exportam para os Estados Unidos já sentiram uma redução nos pedidos após a recente elevação de tarifas norte-americanas. A maior parte delas (42,9%) revela ter registrado uma queda superior a 25% no volume de pedidos. O levantamento ouviu 174 indústrias de transformação exportadoras do estado de São Paulo entre 10 e 28 de agosto de 2026.
Liderado por Caio Peres, ex-sócio da XP, assumiu o controle da Skyfit – Divulgação
Academias Skyfit
Um grupo de investidores liderado por Caio Peres, ex-sócio da XP, assumiu o controle da Skyfit em março deste ano com uma estratégia de expansão acelerada no mercado brasileiro de academias. A companhia projeta alcançar R$1 bilhão em faturamento da rede em meados de 2027, com objetivo de chegar a 1.000 academias Skyfit em cinco anos.
Com cerca de 400 unidades em operação e 190 pontos em obra ou captação, mantém ritmo de 10 a 15 inaugurações mensais e projeta alcançar 1.000 unidades até 2030 e mais de 1 milhão de alunos em 2026.
Devendo boleto
O Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa revela que o número de companhias no vermelho atingiu 67,2 milhões, somando R$ 238,6 bilhões. Em média, cada negócio inadimplente atrasou pagamentos de R$ 3.551,59. Do total de empresas que estavam negativadas em julho, 55,8% eram do setor de “Serviços”. Na sequência apareceram aquelas do “Comércio” (32,1%), “Indústria” (8,0%) e do segmento “Primário” (1,0%).
Feira Periferia
Amanhã (4), Torre Malakoff, no Bairro do Recife, recebe a oitava edição da Feira Periferia Empreendedora. O evento gratuito busca fortalecer a economia popular e gerar renda nos territórios da Região Metropolitana do Recife, conectando a produção periférica a novos mercados e garantindo visibilidade para negócios de base comunitária.
Ice Tea Indaiá – Divulgação
Ice Tea Indaiá
O grupo Edson Queiroz, que controla a Minalba Brasil, principal empresa brasileira de águas minerais naturais e detentor das marcas Indaiá, Minalba, São Lourenço, Petrópolis, Refri, Citrus e do energético Night Power, está entrando no mercado de bebidas zero está lançando o Refri Zero e do Night Power Zero dentro da nova linha Ice Tea Indaiá. A nova linha chega em duas versões: lata de 269 ml com gás e embalagens PET de 250 ml e 1 litro sem gás.
Compra.gov
O Governo Federal regulamentou com o Decreto nº 13.106/2026, que regulamenta o Sistema de Compras Expressas (Sicx), destinado à aquisição, pela Administração Pública Federal, de bens e serviços comuns e padronizados por meio de comércio eletrônico. Os fornecedores habilitados poderão manter seus produtos e serviços disponíveis em uma plataforma, com preços e condições de fornecimento, para posterior contratação pela Administração Pública.
Consórcio de Saúde no municipio de cinco Unidades de Saúde da Família. – Givulgação
Consórcio de saúde
O município de Jaboatão dos Guararapes (PE) realizou nesta segunda-feira (31) a licitação para modernização da infraestrutura de cinco Unidades de Saúde da Família. O consórcio Saúde Primária Guararapes fará investimentos de R$ 36,6 milhões para a execução do projeto.
A iniciativa foi estruturada pelo BNDES, em parceria com o International Finance Corporation (IFC), do Grupo Banco Mundial. O projeto prevê a construção e requalificação das unidades, a aquisição de equipamentos e a prestação de serviços não assistenciais necessários ao seu funcionamento.



