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A pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (7), mostra que 50% dos eleitores desaprovam o governo Lula (PT), enquanto 43% aprovam. Outros 7% não souberam ou não responderam. Em relação ao levantamento divulgado em 2 de setembro, a desaprovação oscilou dois pontos percentuais para cima (de 48% para 50%), e a aprovação, dois pontos percentuais para baixo (de 45% para 43%).
O número confirma uma tendência surpreendentemente ruim para um governo que apostou alto (muito alto) na apresentação de um pacote de medidas de incentivo ao consumo e de ampliação de benefícios sociais – que até agora já custaram ao contribuinte 400 bilhões e devem custar ainda mais em 2027 – catapultaria seu apoio.
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Sem retorno
Não era para estar assim. O governo investiu muito e divulgou isso na sua comunicação pré-eleitoral de modo a criar uma narrativa de melhoria que fizesse o eleitor perceber que sua vida familiar melhorou. A despeito de, no mundo real, o crescimento do endividamento mostrar que ele estava cada vez mais destinando dinheiro do salário para pagar prestação. Foi um enorme equívoco na interpretação.
No gráfico divulgado pela Quaest, é possível perceber que o momento de inflexão do governo foi no mês de março deste ano (quando a desaprovação foi de 51%) e, em abril (quando atingiu o pico de 52%), começou a cair. Ela manteve-se caindo até julho e agosto, quando ficou em 48%.
Lula no lançamento do Move Brasil Motos. – Ricardo Stucker
Reversão provocada
O governo acreditava que haveria uma reversão provocada pela exibição das conquistas do governo em três anos e meio. Mas não é isso que está se revelando em setembro, quando a desaprovação de 48% se transformou em 50%.
Não era para isso estar acontecendo. Em campanhas de reeleição, os governos melhoram sua aprovação do ponto de vista estatístico. Não faz sentido que a aprovação que em janeiro chegou a 43% esteja agora (em setembro) nos mesmos 43% depois de tanto dinheiro gasto com o povo.
Frieza dos números
Entretanto, para tentar entender a frieza dos números, é importante voltar aos primeiros meses do ano em que o governo claramente começou a executar uma ação de ampliar os benefícios sociais na expectativa de que os números de aprovação melhorassem.
Apenas este ano, o governo mobilizou gastos de R$ 400 bilhões apresentados como estímulo à economia e benefícios sociais. Além do orçamento do Bolsa Família (engordado com vários acréscimos) de R$ 158 bilhões, o governo anunciou R$ 70 bilhões para ajudar a Nova Indústria brasileira.
Também lançou um programa de R$ 40 bilhões para reforma de casas. E abriu mão de R$ 28 bilhões do IRPF com a isenção de até R$ 5 mil e outros R$ 25 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida – Faixa 1 (onde o governo dá habitação a pessoas de baixa renda).
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sanção do Projeto de Lei de linhas de crédito – Ricardo Stuckert/PR
Impacto na mídia
Feito isso, entrou com as coisas mais impactantes do ponto de vista da mídia. R$ 11 bilhões para o Pé de Meia; 10 bilhões para o Move Brasil; R$ 6 bilhões para ampliar o Farmácia Popular e R$ 4,7 bilhões para o Gás do Povo. Finalmente, a liberação do FGTS, que está estimada em R$ 4 bilhões, e o Desenrola que ganhou quatro versões, inclusive uma para quem está pagando em dia.
Então, por que a popularidade do governo não está subindo?
Existem muitas explicações, mas aparentemente Lula e sua equipe não perceberam que esse tipo de benefício no mundo das redes sociais não é visto como uma ação de governo, mas apenas a execução de um direito do cidadão.
Estava dito
Isso já estava dito na percepção dos beneficiários do Bolsa Família desde o começo do governo. Mas o fato novo é que ele também está presente em relação aos demais programas.
E isso é um recado muito duro para Lula, que esperava gratidão. Alunos que recebem o Pé de Meia não acham que devem votar no Lula. As famílias que recebem o Gás do Povo se consideram elegíveis ao programa como à Luz do Povo e não se sentem devedoras do Lula. Ou seja: para elas, o governo está cumprindo um direito dessas famílias.
Lula da Silva, durante cerimônia de anúncio de medidas de incentivo à adimplência – Ricardo Stuckert / PR
Problema sério
Entretanto, tem outro problema sério. O Desenrola não é visto como uma coisa positiva, embora o governo pense que sim. É uma imposição do credor ao devedor numa situação de crise que o beneficiário tem como único benefício parar a espiral dos juros sobre juros. Não entra dinheiro novo na conta da família e a prestação agora é a perder de vista.
Dito de outra forma: quem faz a negociação tem a sensação de que a vida não melhorou. Apenas não está como o nome no Serasa ou no SPC Brasil. Isso é muito frustrante. Porque não cria perspectiva de melhoria.
Recado no SPC
Isso está dito nas pesquisas da CNC, do Serasa e das empresas de cobrança que dão aqueles descontos de até 90%. O cliente que faz a renegociação não sai feliz ao assinar acordo com prestações a perder de vista. Feirões de renegociação não melhoram a vida do devedor.
Então, era previsível que esse tipo de atitude não melhoraria a imagem de Lula. E por mais duro que isso possa parecer aos coordenadores da campanha, para o beneficiário é apenas o reconhecimento e pagamento de um direito seu.
Taxa das blusinhas
Sobraram a taxa das blusinhas e a Escala 6×1. Mas a questão agora é: O fato de não pagar 20% de Imposto de Importação ajuda o governo? Isso ainda vai precisar ser testado.
Não há muitas evidências de que as pessoas compraram mais roupa porque o imposto de importação de 20% deixou de ser cobrado.
Há evidências de que as pessoas passaram a comprar milhões de outros itens abaixo de R$250 porque o produto nacional é mais caro. Mas será que isso ajuda a campanha de Lula?
Escala 6×1
Finalmente a questão da escala 6×1. O governo não conseguiu passar a ideia de paternidade da nova legislação. E para completar, ficou refém da chantagem de Davi Alcolumbre no Senado. Como ela não foi aprovada, ficou a ideia de que o governo agora vai usar a aprovação para troca-la por voto do eleitor de mais um benefício que o trabalhador julga que é seu por direito ha muito tempo.
Lula forjou sua trajetória de governante ampliando benefícios sociais. Fez isso entre 2003 e 2010 num Brasil que comemorou o fato de poder receber R$ 115,00 com a chegada do Bolsa Família. Mas ela não percebeu que o país é outro e a nova geração (dos filhos do Bolsa Família) não tem o sentimento de gratidão dos seus pais. E que para eles nada do que o governo entregar é mais do que a obrigação. Seja quem for o presidente.
O neurocirurgião Marcelo Valença desaconselha o consumo de fast food para aliviar crises de enxaqueca – PEXELS
Comendo fora com menor frequência
Ficou pronta uma pesquisa do SKIM Group mostrando que 52% dos consumidores brasileiros entrevistados precisaram mudar seus pedidos nos últimos 12 meses por razões financeiras, seja comprando menos, escolhendo itens mais baratos ou deixando de fazer determinados pedidos.
Entre os brasileiros que afirmaram ter adaptado seus pedidos por preocupações financeiras, 46,2% passaram a comprar fast-food menos vezes. 38,5% começaram a procurar produtos em promoção e 35,9% optaram por itens mais baratos do que aqueles que normalmente escolheriam. A diminuição do tíquete também aparece nas respostas: 21,8% substituíram combos por opções menores e mais baratas. Já 19,2% passaram a usar mais cupons de desconto.
Na comparação com o ano anterior, 55,3% dos brasileiros entrevistados afirmam estar comendo fora com menos frequência. Além disso, 28% passaram a comparar mais os preços entre restaurantes de fast-food, enquanto 26,7% estão trocando os estabelecimentos habituais por opções que ofereçam melhor relação entre preço e benefício. O preço não influencia apenas o tamanho ou a composição do pedido, mas também a seleção do restaurante e a decisão de realizar ou não a compra.
O executivo Beto Carrilho, vai assumir como Diretor-Presidente do Grupo Dislub Equador em 1º de janeiro de 2027 – Divulgação
Dislub Equador
O executivo Beto Carrilho, atual vice-presidente de Finanças, Grupo Dislub Equador, foi designado para assumir como Diretor-Presidente em 1º de janeiro de 2027. Até 31 de dezembro de 2026, Marcelo Magalhães permanece como Diretor-Presidente, com autoridade executiva plena, e conduzirá ao lado de Carrilho uma passagem gradual e estruturada. A partir de 1º de janeiro, Carrilho será o único responsável pela liderança executiva do Grupo.
O Grupo Dislub Equador é uma das principais empresas do setor de distribuição de combustíveis e logística no Brasil, com presença consolidada em diversas regiões do país. Com investimentos em infraestrutura e inovação, a companhia busca aprimorar a eficiência operacional e contribuir para o desenvolvimento econômico nacional.
Camurim Grande
A Camurim Grande, localizada em Maragogi (AL), foi eleita a melhor pousada do Brasil pelo Ranking Pousadas Top Brasil. O empreendimento conquistou a primeira colocação nacional com nota 9,73 em uma classificação construída a partir da avaliação e da experiência dos próprios hóspedes e viajantes em diferentes plataformas digitais.
O levantamento reuniu dados públicos de plataformas utilizadas diretamente pelos viajantes, como Google, TripAdvisor, Booking, Hotéis.com, Airbnb e Trivago. Também entram na análise informações sobre a estrutura das pousadas, presença no Instagram e o interesse dos usuários pelas páginas dos empreendimentos no Pousadas Top Brasil.
Pousada Camurim Grande é eleita a melhor pousada do Brasil. – Divulgação
Reprodução Assistida
De hoje (9) até domingo (12), no Recife Expo Center, o Recife sedia o 30º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA), o maior da América Latina, com estimativa de receber 2.500 participantes. Realizado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), o congresso chega pela primeira vez ao Recife em sua edição comemorativa de 30 anos e reforça a vocação da capital pernambucana para o turismo de negócios e para a realização de grandes eventos médicos e científicos.
Júnior UFPE
A A.C.E. Consultoria, empresa júnior do curso de Administração do CCSA/UFPE, realiza mais um “UFPE no Mercado” nos dias 22 e 23, no Centro de Convenções da UFPE. O evento é considerado a maior feira de empregabilidade e conexão entre universidade e mercado de trabalho do Norte e Nordeste e a segunda maior da América Latina.
Prêmio Ser Humano
A Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Pernambuco (ABRH-PE) abriu inscrições até o próximo dia 14, para o Prêmio Ser Humano 2026. Podem participar pequenas e médias empresas, grandes corporações, órgãos públicos e organizações do terceiro setor. O reconhecimento contempla cinco modalidades: Desenvolvimento, Excelência Organizacional, ESG, Jovem e Profissional Destaque em Gestão.
A proposta é destacar iniciativas que apresentem resultados e contribuam para o desenvolvimento das pessoas e das organizações. Para associados da ABRH-PE, a inscrição é gratuita.
Miniempresas
Neste sábado, a partir das 15h, na Rua da Aurora, tem a 23ª Feira de Miniempresas, realizada pela ONG Junior Achievement Pernambuco, que reúne produtos criados por estudantes de 26 escolas públicas de Pernambuco. O evento acontece no dia 12/09 (sábado), a partir das 15h, na Rua da Aurora, no Recife.
Durante a feira, mais de 100 jovens colocam em prática as lições de empreendedorismo que receberam nos últimos meses, durante o programa Miniempresa, que ensina como montar uma empresa, na prática. Informações pelo Instagram @japernambuco.
Cozinha Ouricuri É A 320º UNIDADE DO PROGRAMA EM PERNAMBUCO. – Divulgação
Cozinha Comunitária
O Governo de Pernambuco, atingiu uma marca importante na área de ação social nesta segunda-feira (7) com a inaugurou nova Cozinha Comunitária de Ouricuri, denominada Cozinha Comunitária Edvaldo Souza Salviano, a unidade está localizada na Rua Maria José dos Santos, nº 57, no bairro Santa Maria.
Ela é a 320ª unidade da Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas , servindo almoço às famílias em situação de vulnerabilidade social cadastradas na região.
O Programa Bom Prato: Desde 2023, o programa já serviu mais de 31 milhões de refeições em todo o estado. Cada Cozinha Comunitária recebe um investimento inicial de R$ 50 mil para estruturação, além de um repasse mensal de R$ 20 mil destinado à manutenção das atividades, possibilitando a oferta diária de aproximadamente 200 refeições gratuitas para famílias em situação de vulnerabilidade social.



