Presidente atribuiu a si a responsabilidade pelo resultado do 1º turno, em que ficou atrás de Flávio Bolsonaro, e avaliou a relação com o Congresso
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quinta-feira, 15, lamentar que a população não tenha compreendido os avanços do governo, ao falar sobre os resultados da eleição presidencial no primeiro turno. Lula está sendo entrevistado pela TV Globo nesta quinta, no Rio.
“Acho que nós fizemos muita coisa, eu só lamento que eu não tenha tido a capacidade de fazer o povo compreender o que eu fiz”, disse Lula.
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Na sabatina, o presidente chamou para si a responsabilidade de ter tido um resultado negativo no primeiro turno da eleição. Porém, internamente, ele criticou os integrantes da campanha e, em uma transmissão feita por engano pelo PT, disse que essa é a corrida eleitoral mais desorganizada que ele participou.
“Eu sou o governo. Então, se eu não consegui ser compreendido pela sociedade brasileira sobre o governo que eu fiz, eu não posso ficar julgando a culpa em ninguém, eu tenho que jogar a culpa em mim. Se quando as coisas dão certo, sou eu que ganho, quando dão errado, sou eu que perco. A responsabilidade é toda minha”, declarou o presidente.
O presidente disse ainda que os brasileiros pensaram que o terceiro mandato dele seria como o segundo que ele teve entre 2007 e 2010.
“Foram dois anos e meio para tentar recuperar o País. Eu tenho clareza de que, quando o povo votou em mim, votou com a cabeça no final do meu mandato em 2010, quando a gente estava vivendo um momento de ouro”, disse Lula.
O presidente fez uma avaliação positiva da relação dele com o Congresso Nacional, afirmando que englobou todos os partidos, em exceção do PL do candidato à Presidência opositor, Flávio Bolsonaro. “Aprovamos 99% de tudo que a gente fez, até uma reforma tributária que havia 40 anos que queríamos aprovar.”
“Todos participaram de ministérios do meu governo, o PP, o União Brasil, o PSD, MDB. Ou seja, nós tivemos uma grande participação das pessoas no governo. É por isso que nós conseguimos aprovar tudo e, se não for assim, você não governa o País”, declarou.
O presidente disse que não pediu a ministros de outros partidos para que o ajudassem na campanha presidencial, assim como não fez em 2006, quando venceu o hoje vice-presidente Geraldo Alckmin (então no PSDB).
Lula terminou o primeiro turno em segundo lugar, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL). O petista teve 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio. A diferença de 1,87 ponto porcentual é a menor já registrada entre os dois primeiros colocados no primeiro turno.
O resultado surpreendeu a campanha petista, que esperava uma distância pequena entre os dois, mas com Lula à frente de Flávio Após o primeiro turno, a campanha de Lula passou por um rearranjo. Foram incorporados uma nova linguagem nas redes sociais e um discurso mais focado nas ameaças que Flávio representaria a programas sociais.
As principais adições no núcleo duro da campanha foram o senador Camilo Santana (PT-CE), o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o ex-governador da Bahia e senador eleito Rui Costa (PT) Os três têm comandado a operação no QG petista nos últimos dias e têm participado das principais decisões políticas da campanha


