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Enquanto os empregados ainda não sabem exatamente como vai ficar sua jornada de trabalho com o fim da escala 6×1 e se isso terá impacto no custo da folha de pessoal das empresas, empresários, advogados trabalhistas amanheceram nesta segunda-feira (19) fazendo conta sobre como os empregados de trabalham na jornada 6×1 precisaram ser redistribuídos e se acostumando com a Ideia de que mesmo que já trabalha 5×2 vai ficar mais caro apenas como ajuste da redução da jornada de 44 para 40 hora semanais.
O caso mais emblemático é o da maior empresa do Brasil, a Petrobras, que criou um grupo de trabalho para avaliar os impactos do fim da escala 6×1 sobre os contratos de prestação de serviços à estatal, pois tem pela frente o principal desafio de adaptar as jornadas dos trabalhadores terceirizados à nova regra, promulgada nesta sexta-feira, 16, pelo Congresso, que prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso. A Petrobras tem um quadro de 130 mil funcionários terceirizados cujos salários terão impacto direto no custo geral dos contratos de prestação de serviço.
Jornada 40 horas
A Petrobras emprega diretamente 50 mil empregados próprios, que não serão afetados pela nova regra. No regime administrativo, a companhia já adota jornadas de 40 horas semanais. Nas áreas operacionais, há escalas específicas, negociadas em acordos coletivos de trabalho.
Mas o problema está nos profissionais que cumprem jornadas variadas e atuam em diferentes frentes, de plataformas offshore a refinarias. A estatal adota regiões que vão do 12×36 ao quatro dias em jornada de 12 horas por quatro de folga e até o regime de plataformas que dura 15 dias embarcado para 15 em terra.
Redução voluntária
Mas a mudança da escala 5×2 vai impactar todos os demais trabalhadores, salvo os empregados em empresas que reduziram voluntariamente a sua jornada para 40 horas e definiram o trabalho como de segunda a sexta-feira.
Porém, mesmo que adote o regime de 5×2, será impactado porque haverá um aumento de custos trabalhistas, pois a hora é paga e calculada sobre 44 horas. E isso tem repercussões quando agora a empresa vai contabilizar o mesmo salário por 40 horas.
Salário e meio
Por exemplo, um funcionário que recebe mensalmente um salário mínimo e meio (R$ 2.431,50) que, segundo o Caged, é o valor de contratação de 85% dos empregos com carteira assinada e trabalha 44 horas semanais, tem o valor da hora normal calculado em R$ 11,05, considerando o divisor 220.
Com a jornada de 40 horas semanais e a manutenção do mesmo salário, o divisor passa a ser 200, elevando o valor da hora para R$12,15. Assim, uma hora extra, considerando o adicional mínimo de 50%, passaria de R$16,57 para R$18,22. No caso de um empregado que recebe cinco salários mínimos (R$8.105,00), a hora normal sobe de R$36,84 para R$40,52 e a hora extra sobe para R$60,78.
Condomínio caro
E existem setores como o de serviços, em especial os de condomínio. Eles vão ter aumento de custos. Mas, segundo os analistas, o primeiro desafio dos administradores e síndicos é entender que reduzir a jornada não significa, necessariamente, reduzir o funcionamento dos serviços. A portaria de um edifício, por exemplo, pode precisar operar 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados. Se um funcionário passar a ter mais dias de descanso, outros profissionais precisarão cobrir os períodos em que ele não estiver trabalhando.
O primeiro é o aumento direto das despesas, naturalmente, será com pessoal, caso seja necessário ampliar a equipe para manter o mesmo nível de atendimento. O segundo é a revisão dos contratos terceirizados, caso os prestadores tenham custos adicionais para cumprir as novas regras. Mas em relação aos condomínios, a prestação mensal vai subir. A menos que o síndico corte pessoal.
Folgas e hora extra
Também pode haver despesas pontuais com recrutamento, treinamento e reorganização dos serviços. Entre as despesas que poderão ser pressionadas estão os custos de cobertura de folgas, eventuais contratações adicionais, horas extras quando legalmente cabíveis, reorganização de turnos e revisão dos contratos com empresas terceirizadas.
A tecnologia pode ajudar a organizar processos, mas não elimina automaticamente todas as necessidades de mão de obra nem substitui as obrigações legais relacionadas à segurança e ao funcionamento do prédio.
Em toda cadeia
O Instituto Foodservice Brasil (IFB), ecossistema que reúne a cadeia de valor do setor de alimentação fora do lar, formado por indústrias de alimentos e bebidas, equipamentos e embalagens, operadores de estabelecimentos, distribuidores e empresas de serviços, acompanhou com preocupação a aprovação, pelo Senado, da PEC 221/2019.
A entidade adverte que o risco de uma transição curta não é o setor deixar de cumprir a regra. É cumpri-la por um caminho tortuoso. Reduzir o horário de atendimento, acelerar a substituição de pessoas por tecnologia e repassar o custo ao consumidor não são alternativas entre si: são os três movimentos que a pressão do prazo tende a impor, ao mesmo tempo.
Revisão de preços
Entre as empresas ouvidas , nem pesquisa antes da aprovação da PEC revelou que 41% já antecipam a revisão de preços e outras 32% avaliam essa possibilidade. Uma adaptação apressada tende a custar mais a todos do que uma adaptação planejada.
Segundo o IFB, a conta chega também a quem já trabalha de segunda a sexta. Parte das indústrias e fabricantes de equipamentos opera 44 horas, com compensação do sábado, e passa a 42 horas em 2 meses e a 40 horas em 14: são 4 horas a menos por semana para cada colaborador, cerca de 9% da jornada atual. Sem novas contratações, é a capacidade produtiva que deixa de existir.
Adaptação rápida
No fundo, as empresas já sabem que a nova lei foi promulgada. A adaptação à redução da jornada exigirá planejamento e vai pressionar a folha de pagamento e reduzir as margens, sobretudo em setores que dependem de operação contínua, atendimento presencial ou funcionamento aos fins de semana. E aumentar a automatização dos serviços com aceleração da mecanização de tarefas repetitivas.
Cooperativismo
Os dados do Banco Central revelam que o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) está presente em 59% dos municípios brasileiros e ultrapassou R$ 1 trilhão em ativos. O cooperativismo de crédito alcançou 21,2 milhões de associados no Brasil ao final de 2025, crescimento de 10,4% em relação ao ano anterior.
Enquanto nas instituições financeiras tradicionais os lucros são destinados aos acionistas, no cooperativismo, quando há sobras, sua destinação segue as regras estatutárias e as decisões previstas no modelo cooperativo, podendo beneficiar os próprios associados.
Consorcio Agreste
Uma parceria entre o Sebrae/PE e o Consórcio Público para o Desenvolvimento da Região Agreste Meridional de Pernambuco (CODEAM) vai facilitar a regularização e ampliar os mercados para pequenos produtores e agroindústrias da região. O Serviço de Inspeção Municipal (SIM) Consorciado já reúne 20 municípios e tem previsão de começar a funcionar no segundo trimestre de 2027, beneficiando cerca de 400 empreendedores e impactando aproximadamente 500 empregos diretos e indiretos.
Masterboi na SIAL
A empresa pernambucana Masterboi participa da SIAL Paris 2026, uma das principais feiras internacionais da indústria de alimentos e bebidas, realizada até 21 de outubro, em Paris, na França. Neste ano, a presença da companhia ganha um significado adicional com a habilitação da unidade de Canhotinho, no Agreste pernambucano, para exportar carne bovina à China.
A habilitação da unidade de Canhotinho para exportar à China representa um avanço para a estratégia de internacionalização da Masterboi. De acordo com Rodrigues, a planta pernambucana é a mais recente a conquistar a autorização e, segundo o executivo, a única do Nordeste com essa habilitação. A abertura do mercado chinês também pode estimular mudanças na produção pecuária regional.
Ramon Canova
APM Terminals anunciou nesta segunda-feira, a contratação de Ramon Canova como novo Gerente Comercial para suas operações no Nordeste. Ele cuidará dos terminais de Pecém (CE) e Suape (PE). A movimentação ocorre em um momento estratégico para a APM Terminals no país, marcado pelo início das operações do novo terminal de Suape, o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina, e pela contínua consolidação da capacidade operacional de Pecém.
Estética In Nordeste
De 7 a 9 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, acontece a 8ª edição do Estética In Nordeste, feira de negócios que reúne indústrias do setor, além de workshops e congressos internacionais com temas como a nova era da harmonização integrativa, rejuvenescimento e tratamentos para flacidez. A expectativa é gerar R$ 100 milhões em turismo de negócios. A estimativa é de receber cerca de 35 mil participantes, vindos de mais de 23 estados brasileiros.
Workshop
O Trade Center RioMar, no Recife, será palco do workshop Reforma Tributária e Tecnologia, que abordará os impactos das mudanças tributárias na Contabilidade Aplicada ao Setor Público e o papel da inovação no aprimoramento da gestão municipal. Organizado pela Rarotec, o evento contará com palestras de César Barbosa, auditor fiscal e membro titular do Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS, e Bruno Salvetti, diretor de Planejamento Fazendário de Jaboatão dos Guararapes.
Pólo médico
Liderada pelas empresárias da saúde Raíssa Costa e Roberta Timóteo, a Clindoor abre as portas de um novo espaço com foco no tratamento da dor, movimento e performance no ITC Empresarial, no Pina. Com investimento superior a R$ 1 milhão, o empreendimento inova com IA e gamificação para treinamento personalizado de pacientes em reabilitação, atletas e esportistas amadores.
Miniempresários
Nesta quarta-feira (21), às 18h, no Cais do Sertão, acontece o encerramento do programa na Formatura de Miniempresas, quando serão premiadas as melhores Miniempresas ONG Junior Achievement Pernambuco (JA Pernambuco) pela 23ª vez, contando com a participação de 700 estudantes de 26 escolas da rede pública estadual da Região Metropolitana do Recife e do interior do estado.


