O índice de abstenção nas Eleições de 2026 foi o menor registrado em um segundo turno nos últimos 20 anos. Com uma taxa de 19,20%, o resultado significou o comparecimento de cerca de 3 milhões de eleitores a mais em relação ao primeiro turno. Já a soma dos votos brancos e nulos atingiu apenas 3,23%, o percentual mais baixo em eleições presidenciais neste século, contra 4,57% no segundo turno de 2022 e 9,57% em 2018.
Depois de um primeiro turno marcado pela ausência de mais de 30 milhões de eleitores, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) direcionou esforços para mobilizar o eleitorado no segundo turno. A estratégia surtiu efeito, permitindo ao candidato petista protagonizar uma virada histórica sobre Flávio Bolsonaro (PL).

Pernambuco registrou alta queda na taxa de abstenção
Neste domingo (25) de 2º turno presidencial, 6,1 milhões de pernambucanos foram às urnas para dar um único voto, escolhendo seu futuro presidente da República. Foram 200 mil eleitores a mais que os 5,9 milhões do 1º turno (quando o petista teve 63,5% dos válidos). Nesta segunda rodada, o presidente Lula recebeu 4,1 milhões de votos (69,2,%) dos seus conterrâneos, um acréscimo de 550 mil votos em relação ao 1º turno.
Entre o 1º e o 2º turno houve uma redução de 200 mil abstenções em comparação ao 1º turno (de 1,3 milhões para 1,1 milhões), correspondendo a 15,2% do total de eleitores aptos no estado. Os brancos e nulos também caíram de 310 mil (5,2%) para 176 mil votos (2,9%), contribuindo para uma virada histórica contra o derrotado Flávio Bolsonaro (30,8% em Pernambuco), que recebeu 1,8 milhão de votos, apenas 65 mil a mais que no 1º turno (31%).
Esta foi a 2ª maior votação percentual do petista no estado, superado apenas pelas duas votações de 2006 (71% e 78,5%). Já o candidato derrotado obteve neste 2º turno os mesmos 1,8 milhão de votos que o seu pai havia alcançado em 2022, ficando percentualmente atrás (30,8% x 33%).


