Vice-presidente fez visita neste sábado à unidade da concessionária Prima Via Fiat, para ver como estão as vendas do programa “Carro Sustentável”
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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que segue no diálogo e negociação com os EUA para reverter o tarifaço de 50% contra parte da pauta exportadora. Ele repetiu que 74% dos produtos que os Estados Unidos vendem para o Brasil não têm imposto.
Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a entrada de produtos norte-americanos no Brasil estava sujeita a uma tarifa de importação real de 2,7% em 2023, considerando aqueles sem isenção. “Tem um parceiro melhor, um parceiro bom como o Brasil para os EUA”?, disse Alckmin.
Ele fez visita neste sábado à unidade da concessionária Prima Via Fiat, para ver como estão as vendas do programa “Carro Sustentável”. Ao comentar o plano de contingências contra o tarifaço de 50%, ele comentou que o projeto de lei para mitigar o impacto precisa ser aprovado logo. O valor total de R$ 9,5 bilhões foi fixado no projeto de lei complementar.
Alckmin não quis fazer comentários sobre o suposto emprego de “funcionários fantasmas” na presidência da Câmara, alegando não saber detalhes sobre o tema. Em relação a uma possível dificuldade em aprovar medidas apresentadas pelo governo, apenas frisou que o governo busca celeridade na aprovação do plano de contingência.
Crítica a Eduardo Bolsonaro
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou como “lamentável que brasileiros continuem trabalhando contra o Brasil” ao ser questionado sobre a nova reunião do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com autoridades dos Estados Unidos, em Washington.
O deputado federal alegou ter tido encontro com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, na última quarta-feira, 13. A reunião, que também teria contado com a presença do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, se deu exatamente na data em que o funcionário de alto escalão dos EUA tinha agendado uma negociação do tarifaço com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O encontro com o auxiliar de Lula foi desmarcado dois dias antes.
Haddad e Bessent deveriam discutir a taxação em 50% dos produtos nacionais pelos Estados Unidos em uma chamada de vídeo. O titular da Fazenda disse ter recebido e-mail cancelando a reunião um ou dois dias depois de informar a imprensa sobre o compromisso.


