Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Luís Roberto Barroso não descartou cenários sobre sair do Supremo Tribunal Federal (STF)
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*Com informações de Estadão Conteúdo
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou que ainda não decidiu se deixará a Corte após concluir o mandato na presidência. Na segunda-feira (29), ele passa o comando ao ministro Edson Fachin, mas permanecer ou não como integrante do tribunal segue indefinido.
“Às vezes tenho a sensação de já ter cumprido o meu ciclo e, às vezes, penso que ainda poderia fazer mais coisas. Estou pesando todos esses fatores”, disse Barroso em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. O ministro destacou que sua saída “é uma possibilidade, mas não uma certeza”.
O ministro reiterou que sua decisão sobre deixar ou não o STF não está tomada. Após a morte de sua esposa, em 2023, ele afirmou que perdeu a motivação de abandonar a Corte para dedicar-se à vida pessoal. Agora, segundo o próprio, pesa entre continuar sua trajetória no tribunal ou encerrar o ciclo iniciado em 2013, quando foi indicado à Corte.
Relação com Lula, arrependimento sobre 2018 e Lava-Jato
Barroso admitiu arrependimento em relação ao voto que ajudou a levar o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à prisão em 2018. Segundo ele, à época, não existiam as suspeitas sobre a Lava Jato que surgiram posteriormente.
“Apliquei ao presidente Lula, com dor no coração, a jurisprudência que eu tinha ajudado a criar”, afirmou.
O ministro disse que nunca conversou com Lula sobre o episódio, mas revelou que os dois se reaproximaram nos últimos anos. Ele destacou ainda que, em encontros pessoais, o presidente demonstrou capacidade de conquistar até pessoas inicialmente críticas.
Ao avaliar a operação Lava Jato, Barroso afirmou que, apesar dos acertos no combate à corrupção, houve “excessos” e uma “obsessão” pelo ex-presidente Lula que contribuíram para os erros. Segundo ele, a operação acabou se politizando e se afastando de sua missão original.
Relação com Bolsonaro e divergências
Barroso também relembrou sua relação com Jair Bolsonaro (PL). Disse que o ex-presidente era simpático em encontros pessoais, mas que as conversas não avançavam em pautas relevantes. O ministro chegou a sugerir nomes para o Ministério da Educação, mas Bolsonaro optou por outros nomes após pressão política.
O ponto de ruptura, segundo Barroso, ocorreu durante a pandemia de Covid-19, quando o STF tomou decisões que contrariaram o governo, como a determinação de medidas de isolamento e o plano de vacinação. A partir daí, a relação se tornou de confronto.
Anistia e redução de penas
O ministro voltou a criticar a discussão de uma possível anistia para Jair Bolsonaro após a condenação por tentativa de golpe de Estado. Para ele, a anistia é prerrogativa política do Congresso, mas não deve ser cogitada “antes, durante ou imediatamente após o julgamento”.
Barroso, no entanto, demonstrou simpatia pela ideia de revisão das penas aplicadas aos réus de menor participação nos atos de 8 de janeiro. Ele avalia que, em alguns casos, o acúmulo de crimes resultou em punições excessivas.
Lei Magnitsky e pressão externa
Questionado sobre a possibilidade de sanções internacionais, como ocorreu com o ministro Alexandre de Moraes, Barroso afirmou que não toma decisões pensando nesse risco.
“Tenho preocupação, mas isso não tem nada a ver com ficar ou sair do STF”, disse. Ele defendeu que a relação com os Estados Unidos seja tratada “com altivez, mas sem bravatas”.




