Trump iniciou a coletiva ressaltando como sua administração deteve o que ele definiu como “assassinos e traficantes de drogas” em Minnesota
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No dia em que completou um ano de seu segundo mandato, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu uma entrevista coletiva na Casa Branca. O evento ocorreu em meio à escalada de tensões em torno da Groenlândia, mas o discurso foi voltado para a política doméstica, com destaques para as pautas migratória e econômica.
Imigrantes
Trump iniciou a coletiva ressaltando como sua administração deteve o que ele definiu como “assassinos e traficantes de drogas” em Minnesota. Ele exibiu imagens impressas de pessoas sob o título “Minnesota: os piores dos piores”, acrescentando que eram todos “imigrantes ilegais criminosos”. O líder estadunidense lamentou a morte de Renee Good, que foi baleada na cabeça por um agente do serviço de imigração, mas afirmou que estão enfrentando agitadores pagos, que desejam o fracasso do Estados Unidos.
Economia
O presidente americano também exagerou seus esforços para reduzir o funcionalismo federal e minimizou os impactos das demissões sobre a economia. Seu governo cortou 220 mil cargos federais ao longo do último ano, mas Trump afirmou que sua administração cortou “milhões de pessoas da folha de pagamento federal”. Ele já havia atribuído o aumento da taxa de desemprego às demissões em massa de servidores públicos, mas agora disse, sem apresentar provas, que todos os trabalhadores dispensados estão “conseguindo empregos melhores e com salários muito mais altos”.
Trump também celebrou o tarifaço, associando as taxas de importação aplicadas a parceiros comerciais dos EUA a uma queda de 77% do déficit comercial do país em um ano. Em sua fala, o republicano também criticou sua equipe de comunicação, afirmando que seus feitos na economia não estão “chegando ao público” como ele esperava.
Dados oficiais mostram que a inflação americana tem oscilado em torno de 3% neste segundo mandato e permanece acima da meta de 2% do Banco Central dos Estados Unidos.
Insatisfação
Trump chega ao seu primeiro ano de segundo mandato em meio à insatisfação de parte do eleitorado com o desempenho econômico do governo e com o uso do poder presidencial. Segundo pesquisa da CNN americana realizada pelo instituto SSRS, 58% dos entrevistados consideram que o início do governo Trump foi um fracasso. A taxa geral de aprovação de Trump está agora em 39%, com a opinião pública sobre quase todos os aspectos de sua presidência estagnada em patamares negativos.


