Uma denúncia envolvendo a banda Forró Cúpido ganhou repercussão após músicos do grupo afirmarem que estão há meses sem receber salários e pagamentos acordados. Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, integrantes relataram uma série de tentativas de negociação com representantes da banda, mas afirmam que os valores pendentes continuam sem solução.
Segundo os artistas, a situação teria começado com atrasos recorrentes nos pagamentos e se agravado nos últimos meses. Eles afirmam que chegaram a realizar acordos, aceitar reduções nos valores devidos e aguardar prazos estabelecidos, mas que os compromissos financeiros não teriam sido cumpridos.
Durante a live, os músicos também questionaram o fato de a banda continuar em funcionamento enquanto antigos integrantes aguardam pagamentos. Segundo eles, o Forró Cúpido segue realizando apresentações e possui novos shows marcados.
“A banda tá ativa, gente. A banda vai tocar agora, dia 24, já tem show. A banda tocou dia 18 no Festival do Cuscuz”, afirmou um dos integrantes durante a transmissão.
Um dos músicos relatou que possuía um débito inicialmente calculado em R$ 32 mil e que teria reduzido R$ 12 mil do valor para tentar viabilizar um acordo, ficando um saldo de R$ 20 mil, segundo sua declaração. Ele afirmou ainda que teria sido firmado um novo acordo de pagamento, mas que os valores combinados não teriam sido quitados.
Os integrantes também citaram tratativas envolvendo representantes ligados à administração da banda. Durante a transmissão, afirmaram que documentos teriam sido assinados por um representante ligado ao deputado federal Fernando Rodolfo, apontado pelos denunciantes como proprietário da banda Forró Cúpido.
Outro ponto relatado pelos músicos envolve o período do Carnaval. Segundo eles, os valores previstos em contrato seriam maiores durante a festividade. Um dos integrantes afirmou que seu salário passaria de R$ 5 mil para R$ 10 mil no período, mas que optou por não participar da programação devido aos atrasos que já vinham ocorrendo.
“Eu não fui fazer o Carnaval com a banda porque já vinha débito”, declarou.
Ainda segundo os relatos, pagamentos teriam ocorrido apenas parcialmente. Um dos músicos afirmou que recebeu inicialmente R$ 1 mil e depois outro valor após permanecer horas aguardando, mas que um acordo para pagamento dividido em duas parcelas não teria sido cumprido.
Durante a transmissão, uma das integrantes também relatou os impactos emocionais causados pela situação. Segundo ela, os meses de atrasos nos pagamentos, as promessas de regularização e a incerteza sobre quando os valores seriam quitados passaram a afetar sua rotina e seu bem-estar, levando a crises de pânico.
A artista afirmou que a instabilidade financeira e a falta de uma solução definitiva aumentaram a pressão enfrentada pelos profissionais envolvidos na banda. Segundo os relatos, além dos músicos, outros trabalhadores da equipe técnica também teriam sido prejudicados pelos atrasos.
Os artistas afirmam que não apenas músicos foram afetados, mas também outros profissionais envolvidos na estrutura da banda, como equipe técnica e trabalhadores responsáveis pela produção dos shows.
Durante a transmissão, os integrantes disseram que tentaram resolver o caso de forma amigável durante meses, buscando diálogo com o escritório e representantes do grupo antes de tornar a situação pública.
Eles afirmam agora que devem buscar medidas jurídicas para cobrar os valores que alegam ter direito.
A denúncia abre uma discussão sobre as condições de trabalho de músicos e profissionais do entretenimento, especialmente em estruturas que movimentam grandes eventos e contratos no cenário do forró.
A reportagem deixa aberto o espaço para manifestação do deputado federal Fernando Rodolfo e dos responsáveis pela banda Forró Cúpido.



