Os Estados Unidos entraram na guerra de Israel contra o Irã, nove dias depois de o Estado judeu iniciar o ataque contra o rival. Segundo o presidente Donald Trump, bombardeiros americanos atacaram instalações do programa nuclear da teocracia neste sábado (21) e estão a salvo.
“Nós completamos nosso muito bem-sucedido ataque. Um complemento inteiro de bombas foi lançado no alvo primário, Fordow”, escreveu o americano na rede Truth Social. “Nenhuma outra força armada do mundo poderia fazer isso. AGORA É TEMPO PARA A PAZ”, escreveu, com as usuais maiúsculas.

Depois, escreveu: “Fordow já era”.
O ataque vinha sendo especulado desde o meio da semana, quando Trump deixou o distanciamento da ação israelense, inédita em seu escopo em 46 anos de rusgas com a República Islâmica. O americano chegou a ameaçar de morte o líder do Irã, aiatolá Ali Khamenei.
Na quinta (19), disse que iria tomar sua decisão em duas semanas. Há pressão doméstica, de sua base política, que é contrária ao engajamento dos EUA naquilo que Trump chamava de “guerras inúteis”. O prazo, como se viu, era uma cortina de fumaça.
O esforço de França, Alemanha e Reino Unido de se encontrar com a diplomacia iraniana, supostamente para abrir um canal com Trump, foi jogado fora. Nesta sábado, o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que o envolvimento americano seria “perigoso para todos”.
Enquanto ele falava em Istambul, já estavam no ar bombardeios furtivos ao radar B-2, que haviam levantado voo da base aérea de Whiteman, no Missouri (EUA). Os aviões são os únicos capazes de lançar a superbomba GBU-57, citada por especialistas como capaz de destruir os bunkers profundos do programa nuclear do Irã.





