Renan Calheiros pauta no Senado projeto próprio de IR e critica “ritmo lento” da Câmara

Renan Calheiros pauta no Senado projeto próprio de IR e critica “ritmo lento” da Câmara



Senador critica versão da Câmara por limitar taxa de ‘bets’ e diz que seu texto, embora similar ao do governo, não vinculará a pauta à anistia

Por

JC


Publicado em 16/09/2025 às 16:07

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Em uma manobra política para acelerar a tramitação da reforma do Imposto de Renda, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou que pautará um projeto próprio sobre o tema na Casa, criticando o “ritmo lento” das discussões na Câmara dos Deputados.

Renan Calheiros fez questão de desvincular sua ação de qualquer pedido do governo. “Não é uma iniciativa do governo, é uma iniciativa do Senado”, declarou, afirmando que não conversou com a equipe econômica sobre o tema.

O senador assumirá a relatoria de um projeto que já tramitava na comissão (PL 1952/2019) e apresentará um novo relatório na próxima semana.

Texto será mais duro que o da Câmara

Embora pretenda manter os pontos principais defendidos pelo governo, como a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais, Renan sinalizou que sua versão será mais dura na arrecadação do que o texto que vem sendo negociado na Câmara, sob a relatoria de Arthur Lira (PP-AL).

“Vamos levar em consideração fontes definidas pelo governo. Não exatamente vai ser igual, não vamos limitar a tributação de fundos isentos, não vamos proibir taxação de lucros ao exterior, não vamos proibir a elevação da alíquota das bets, como o relator da Câmara está tentando fazer”, afirmou Renan, em uma crítica direta ao texto de Lira.

Recado contra a anistia

Renan Calheiros também usou a manobra para separar a pauta econômica da crise política paralisada pela oposição. “Não queremos vincular a apreciação do projeto à blindagem de parlamentar e à anistia”, disse o senador.

Ele também se declarou frontalmente contrário ao projeto de anistia para os condenados pelo 8 de Janeiro: “Primeiro, é inconstitucional. Segundo, é um precedente inominável”, concluiu.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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