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Na cidade dos rios e das pontes, ou como definia o lendário prefeito Augusto Lucena, capital dos córregos, morros e alagados, chuva de mais de 30 milímetros combinada com maré alta é risco de morte dos seus habitantes da periferia.
Lucena é autor da célebre definição de “A maior avenida (Caxangá) em linha reta do Brasil” que, aliás, quando chovia, também se transformava no maior alagamento em linha reta do país.
Muita chuva
Quando passa de 150 milímetros em menos de 12 horas – como aconteceu nesta sexta-feira (1º) de maio – é calamidade pública e dificilmente não acontece como infelizmente aconteceu mais uma vez casos de morte por deslizamentos de barreiras. Mais uma vez contamos mortos e famílias partidas.
No caso do Recife, despeito de toda publicidade da prefeitura de que foram feitos os maiores investimentos em proteção de encosta de morro e barreira nos últimos anos, as imagens de deslizamentos de barreiras e exposição de milhares de metros quadrados de lonas plásticas tentando proteger a terra exporta provam mais uma vez que foram insuficientes.
Deslizamientos de barreiras. – DIVULGAÇÃO
Recife como ilha
Nas cidades da Região Metropolitana o bicho pega, especialmente em Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Camaragibe, Paulista e São Lourenço da Mata, porque no passado elas receberam os investimentos em conjunto habitacionais que tiveram como efeito colateral a ocupação de áreas de morros e encostas, seja por loteamentos sem qualquer infraestrutura que até hoje pressionam prefeituras por calçamento, escoamento de águas pluviais e ordenamento urbano que elas simplesmente não conseguem.
O resumo do que aconteceu nesta sexta-feira (1º), mais uma vez, mostra alagamentos por bairros, sejas ruas e avenida, ocuparam córregos e rios, ocupação de encostas de morros por habitações construídas por iniciativa própria e incapacidade do governo do estado de organizar minimamente um planejamento que olhe para a Região Metropolitana como um todo.
FAMÍLIAS SENDO REIRADAS EM JABOTÃO – Divulgção
Sem se falar
Por décadas os prefeitos não conseguem se reunir, embora a população dessas cidades pressione os serviços na capital, Recife, que também por décadas se comporta administrativamente como se fosse uma ilha sem levar em conta que todos os dias entram e saem dela mais de dois milhões de pessoas. Nos últimos dez governos da capital não houve qualquer esforço de integração da capital com os seus vizinhos.
O governo do estado – pela falta de uma visão espacial de seu planejamento de longo prazo das últimas gestões – também esqueceu o olhar metropolitano. E mesmo na atual administração não há, efetivamente, uma ação metropolitana que seja perceptível.
A despeito de a questão é um tema que o Sistema Jornal do Commercio vem provocando através do debate semanal Giro Metropolitano, na Rádio Jornal, comandado pela comunicadora Natalia Riberto. Esse debate também não avançou na atual gestão.
Integração zero
A falta de ações de integração metropolitana aflora quando vem a ocorrência de fenômenos como a concentração de chuvas como a verificada nas últimas 24 horas. E quando as prefeituras colocam seus serviços de atenção imediata nas ruas, tentam alojar desabrigados e socorrem famílias desabrigadas, dentro do modelo padrão de Defesa Civil.
Mas a imagem que fica na imprensa, na TV e nas redes sociais é a de ruas e avenidas alagadas, resultado de canaletas entupidas e que provocam alagamentos mesmo em chuvas de 10 milímetros.
Efeitos espalhados
Isso não é suficiente para que os efeitos sejam reduzidos. E mesmo que os prefeitos insistam em lembrar os investimentos e ações que foram ou estão sendo feitos, o fato apenas constata sua insuficiência. Não raro, com lances de oportunismo nas redes sociais.
É importante ter presente. A média de chuvas anual em Recife é de aproximadamente 2.000 mm a 2.300 mm com um período chuvoso concentrado entre abril e agosto.
Na Região Metropolitana, ela situa-se entre 1.600 mm e 2.100 mm. Portanto, prefeitos e o Governo do Estado precisam ter presente que alterações com concentrações precisam estar no radar dos gestores. Naturalmente depois que as águas baixarem e os prejuízos sejam mais uma vez contabilizados.
Profissões do Futuro: como escolher uma carreira. – Divulgação
Quero ser o que quando me formar?
Uma investigação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que quase 40% dos jovens de 15 anos não têm clareza sobre suas expectativas de carreira. Os dados de mais 30 países da OCDE mostram também que o acesso a experiências práticas segue limitado, uma vez que apenas 35% participaram de feiras de profissões e apenas 45% visitaram ambientes de trabalho ou acompanharam profissionais.
O Check-up de Bem-estar 2025, conduzido pela Vidalink com 11.600 profissionais de 250 empresas brasileiras com mais de 300 colaboradores, mostra que 70% das mulheres relatam sentimentos negativos, entre ansiedade, angústia e ausência de disposição, na maior parte dos dias.
Sem interessados
Enquanto o senador Davi Alcolumbre cuidava de impingir mais uma derrota ao governo Lula, representantes da indústria, do varejo nacional e sindicatos patronais realizam um protesto silencioso para chamar atenção para o que classificam como uma crescente desigualdade tributária no comércio eletrônico brasileiro.
A iniciativa da Coalizão Prospera Brasil e liderada pela Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), busca trazer visibilidade para a falta de interlocução com parte do governo federal e de setores do Congresso Nacional. o protesto silencioso contra a desigualdade tributária no e-commerce não recebeu a visita de nenhum parlamentar.
Pressão familiar
As mulheres carregam o maior peso emocional do mercado de trabalho, com menos suporte, mais responsabilidades acumuladas e piora nos indicadores de saúde mental. Entre os homens, esse índice é de 51%. A diferença de 19 pontos percentuais é consistente em todos os setores pesquisados e se aprofunda entre as gerações mais jovens: entre mulheres da Geração Z, o percentual chega a 72%.
A sobrecarga de responsabilidades de cuidado com a família segue como uma das principais barreiras à participação feminina no mercado de trabalho no Brasil. Um novo diagnóstico revela que um terço das mulheres com 16 anos ou mais fora da força de trabalho não busca emprego por esse motivo. Entre os homens, essa proporção é de apenas 3,6%, evidenciando um desequilíbrio estrutural na divisão dessas tarefas.
Estudo elaborado em parceria com o J-PAL subsidia a implementação do Plano Nacional de Cuidados (Brasil que Cuida) e revela que entre as mães de crianças menores de três anos 85% das mulheres apontam as responsabilidades domésticas e de cuidado como o motivo para não trabalhar, enquanto entre os homens na mesma condição esse percentual é inferior a 17%.
secretária de Projetos Estratégicos, Simone Nunes.com o chineses da CRRC Brasil Equipamentos Ferroviários. – Divulgação
Vendemos trens
Os chineses voltaram ao Recife. Seis meses depois do diálogo estabelecido entre o estado de Pernambuco e o conglomerado chinês CRRC Corporation Limited, a partir da visita da governadora Raquel Lyra à sede da companhia, na cidade de Qingdao, ocorrida em outubro do ano passado, equipes da CRRC Brasil Equipamentos Ferroviários.
A empresa é a subsidiária nacional da CRRC Corporation Limited, a maior fabricante de trens e material rodante do mundo, e esteve com secretários do Governo de Pernambuco, na sede do Consórcio Grande Recife. Com uma planta recentemente inaugurada em Araraquara (SP), os chineses miram vender os novos trens para o Metrô do Recife depois da concessão prevista para o final do ano.
Recife Expo Center e Novotel Recife Marina no Troféu ADEMI-PE. – Divulgação
Homenagem a Tecla
Por ocasião da festa de 31 anos do Prêmio Ademi-PE, uma homenagem foi feita aos projetos do Recife Expo Center e do Novotel Recife Marina, tocado pela Construtora Tecla, que venceu a categoria Intervenção Urbana.
A cerimônia reuniu Tatiana Menezes, diretora do Recife Expo Center; Rogério Castro e Silva Filho, diretor da Tecla; Luiz Gustavo Alves, gerente-geral do Novotel Recife Marina; e o arquiteto Jerônimo Cunha Lima, que assina o projeto, simbolizando a integração entre os projetos premiados e seus protagonistas.
Protesto em Brasília contra a taxa das blusinhas – Divugação
Fertilizantes
A Petrobras iniciou nesta quinta-feira (30), a primeira produção de ureia desde a retomada das operações da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), marcando a reativação da subsidiária localizada em Araucária (PR) depois de uma hibernação desde 2020.
A reativação da Ansa tem investimentos da ordem de R$ 870 milhões e integra o plano da companhia de retorno ao segmento de fertilizantes que incluiu o retorno da produção das unidades FAFEN-BA, na Bahia, em janeiro de 2026, e da FAFEN-SE, em Sergipe, em dezembro de 2025. A produção das três fábricas devolve a participação da Petrobras no mercado interno de ureia de aproximadamente 20%.
A Petrobras também avança na conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), com previsão de entrada em operação comercial em 2029, que elevaria a participação das estatais para 35% do mercado nacional de ureia.




