Nesta quinta-feira (30), quando o Ministério do Trabalho divulgar o Caged de março, o Governo Lula deve ultrapassar a marca de 5 milhões de empregos criados (4.815.101 até fevereiro) com grande possibilidade de, em abril (quando completa 40 meses), bater o recorde de 5,5 milhões de novos postos de trabalho.
É um número extraordinário. E mesmo que dois em cada três (66,19%) deles paguem entre um e um e meio salários mínimos de remuneração (R$ 2.431,50), significa um marco importante por se tratar do universo de gente com carteira assinada que também segundo o Caged representava 48.837.602 pessoas e contribui para o INSS.
Renda de R$ 60 mil
No ano passado, quando o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 2,3% frente a 2024, o PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior. Tivemos um crescimento no Consumo do Governo (1,0%).
Mas o governo está assustado. Na verdade, em pânico como alguns indicadores a ponto de a equipe econômica começar a desenhar uma série de propostas a partir de novos dados de conjuntura como o divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central. A instituição incluiu no pacote das Estatísticas de Crédito de março a informação de que o endividamento das famílias chegou a 49,9% e o comprometimento de renda subiu em doze meses, alcançado 29,7%.
Não cresceu tanto
Para quem não está familiarizado com a série histórica do endividamento das famílias, é bom esclarecer que 49,9% não é muita coisa comparado aos 47,8% de fevereiro de 2024. Assim como os 27,4% do comprometimento da renda, não está muito longe dos 24,2% de há dois anos. É verdade, o índice é recorde da série iniciada em março de 2005, desconsiderando os financiamentos imobiliários. Mas era conhecido de todos.
Só que a questão é como isso pode ser percebido pelo cidadão, eleitor e contribuinte. Na verdade, eles não estão com uma situação que exija atitudes radicais muito diferentes do que exigiam em 2024. Salvo se esse quadro for uma novidade para o governo.
DESPESAS Contas básicas, como água, luz e gás já representam 22,7% das dívidas dos inadimplentes no País – Pixabay
Estamos parados
O problema talvez se explique de uma forma bem simples. A renda aumentou, geramos mais empregos e ano passado a inflação dos alimentos esteve bem comportada. Entretanto, ainda que os brasileiros tenham emprego e mais renda, a sensação é de que nada mudou, porque no fim do mês quase 30% do salário vai para os bancos.
Isso passa uma sensação de estagnação. Ainda que o consumidor tenha comprado mais comida e até torçado de carro, agregando uma prestação maior.
O governo acha que a causa está no endividamento, com a perda de poder aquisitivo. O varejo também acha isso, mas diz que a culpa (além dos juros altos) é o mau uso do cartão de crédito distribuído a quem passa na porta de uma rede de lojas e as bets que, segundo um estudo divulgado também nesta segunda-feira, tiraram do consumo R$ 30 bilhões em 2025.
De novo o FGTS
Ah, tem também o novo crédito consignado para os trabalhadores do setor privado que já fez os bancos emprestarem R$ 101 milhões como antecipação de um dinheiro que é do próprio tomador do crédito. Para o varejo é como desde meados do ano passado, os brasileiros estão pagando apenas o que contrataram em dívidas.
Pode ser. Mas o problema é que para resolver isso o governo (em pânico) decidiu repetir os seus mesmos erros com a expectativa de que os resultados seriam diferentes. E como não tem caixa, olha para onde existe algum dinheiro: o velho e bom FGTS.
Para o Secovi-SP, o FGTS não deve ser encarado apenas como uma reserva financeira individual, mas como um pilar de desenvolvimento social – Divulgação
Dono do dinheiro
O problema é que a solução é cara e ruim para o dono do dinheiro depositado no FGTS que é o trabalhador do setor privado. Até o nome é pouco criativo.
O Desenrola 2.0, que o governo Lula deve lançar nos próximos dias, vem com o discurso de ajudar brasileiros endividados a resolverem suas pendências financeiras renegociando dívidas inadimplentes apenas se o valor que ele tem poupado cobrir o total do débito.
Sair do agiota
É importante lembrar. Há um ano, o mesmo governo Lula lançou o Crédito Trabalhador, permitindo que o empregado privado sacasse uma parte do seu saldo sem a necessidade de autorização da empresa. Portanto, autorizar um novo saque é mais do mesmo. Pois hoje, o trabalhador já pode fazer isso. A única diferença é que mudou o ministro da Fazenda.
O governo quer que no Desenrola 2.0, as instituições financeiras deem descontos de até 80% sobre o valor devido, e que o governo, em contrapartida, entre com a garantia. Que garantia? O dinheiro do FGTS já é a garantia. No caso do Crédito do Trabalhador, isso já está previsto em contrato.
Surpresa do governo
O governo não tem nenhuma outra linha de crédito. Ao menos até agora. A única novidade é o fato de o endividamento das famílias, especialmente os de baixa renda, estar sendo descoberto pelo governo e que os seus estrategistas vejam isso como um dos maiores empecilhos eleitorais para que Lula recupere a aprovação de seu governo, pavimentando o caminho para a sua reeleição.
Porém, é importante lembrar informações sobre o prejuízo do trabalhador quando o governo decide pagar promessa ascendendo à vela dos outros. Ano passado, Lula se emocionou ao dizer que o Crédito do Trabalhador livraria milhares de pessoas de agiotas. Deu errado.
Juros altos
Em março de 2024, a taxa de juros cobrada pelos bancos para emprestar pelo consignado aos empregados do setor privado era de 38,1% ao ano. Naquele mês, o saldo emprestado era de 41,31 milhões. O Crédito do Trabalhador já emprestou R$ 101,59 milhões até março de 2026, mas com uma taxa de 56,8% ao ano.
O problema dessas propostas é que no final elas ajudam mais aos bancos. Foi assim no Desenrola 1 e foi assim como o Saque Aniversário criado por Jair Bolsonaro e que transformou num recebível que usou mais dinheiro do FGTS em 2024 que o total emprestado pelo fundo para financiar a casa própria.
Errando de novo
O ruim dessas ideias é que custam caro ao FGTS pelo simples fato de a taxa Selic estar próxima de 15% ao ano. E que o governo atue com a proposta de ampliar o consumo como vem fazendo há três anos. O endividamento é um problema real. Mas tentar resolver apenas sob a ótica dos bancos é de novo um enorme equívoco.
A partir desta segunda-feira (27), a B3, a bolsa do Brasil, dá início às negociações de seis novos Contratos de Eventos. – Divulgação
Contratos de eventos negociados na B3
A partir desta segunda-feira (27), a B3, a bolsa do Brasil, dá início às negociações de seis novos Contratos de Eventos. Os produtos ampliam a oferta de derivativos listados oferecendo uma mecânica mais simplificada de negociação. Os seis primeiros contratos são referenciados no Ibovespa B3, dólar e Bitcoin.
Os Contratos de Eventos são instrumentos derivativos vinculados a eventos com resultado objetivo e, no caso dos seis novos produtos, definidos a partir do comportamento de variáveis do mercado – por exemplo, o fechamento do dólar no dia. Nesses contratos, o investidor negocia a probabilidade de ocorrência do evento por meio do preço do contrato, que varia de R$ 0 a R$ 100.
São seis tipos de contratos: Futuro Míni de Ibovespa B3 (ticker: BWI); Índice Bovespa B3 (ticker: BBV); Futuro Mini de Dólar (ticker: BWD); Dólar à Vista (ticker: BDO); Futuro de Bitcoin (ticker: BBI); Bitcoin à Vista (ticker: BBC).
Mulheres na Anbima
As mulheres representam apenas 8,43% dos profissionais certificados para gestão de investimentos no Brasil, segundo levantamento da Wealth tech Ella Wealth com base em dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Atualmente, o país possui 20.206 profissionais certificados para atuar diretamente na gestão de recursos, dos quais 1.703 são mulheres.
Na certificação CFG 2015, voltada à formação geral para gestão, o total de aprovadas passou de 2.560 profissionais para 9.802, mas ainda assim, a participação feminina subiu de 7% para apenas 9% no período.
Número de mulheres no mercado de capitais ainda não chega a 10% no Brasil – Divulgação
Gasto Brasil
Criada em 2025 pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a ferramenta contribui para o fortalecimento da transparência e da gestão fiscal. A plataforma Gasto Brasil completa 1 ano de monitoramento das despesas públicas no país, registrando mais de R$ 1,7 trilhão apenas neste ano. A plataforma monitora continuamente as finanças governamentais.
Troféu Ademi
Nesta quarta-feira (29), a partir das 19h, na Arcádia Apipucos, tem a 31ª edição do Troféu Ademi, celebração e premiação do setor da construção civil que contempla 25 categorias consolida-se como um selo de qualidade técnica que baliza o mercado. Ao premiar desde o segmento econômico (MCMV) até o alto luxo e práticas de ESG, a Ademi-PE reforça o padrão de competitividade das empresas locais frente a investidores e ao consumidor final.
RioMar Eventos
O RioMar Centro de Eventos, instalado no Rio Mar Shopping recebe no dia 18 de junho de 2026, o 45º Workshop de Logística – Soluções e Tendências – Especial Nordeste encontro, promovido pelo Grupo Painel Logístico que reunirá executivos e empresas do setor e reforça o protagonismo da capital pernambucana no avanço logístico do país.
O evento terá área de conteúdo e exposição com a Intratech Log Experience, feira conceito, que trará soluções de intralogística, logística, automação, tecnologias e transportes, com expectativa de receber mil visitantes.
River-Shopping terá mais 6 mil m² de ABL em outubro. – Divulgação
Expansão do River
O River Shopping, em Petrolina, vai inaugurar em outubro sua nova expansão, que terá investimento em torno de R$ 80 milhões na modernização do empreendimento. A obra acrescentará 9.000 m2 de área e 6.000 m2 de Área Bruta Locável-ABL. Atualmente, o River tem 160 operações com vacância zero e com a expansão terá aproximadamente 200. Com 30 anos de fundação, o shopping emprega atualmente mais de 2.000 pessoas.
Reconhecimento
O Instituto Euvaldo Lodi de Pernambuco (IEL-PE) está com inscrições abertas para o Prêmio IEL de Estágio até o dia 15 de junho, por meio do site ielpe.org.br.
Transformação no varejo
O Shopping Tacaruna comemora 29 anos com olhar no futuro. Nesta quarta-feira (29), reúne lojistas para uma palestra sobre o impacto da inteligência artificial no varejo. A especialista Raquel Laureano apresenta tendências e aplicações práticas, destacando como o uso de dados já influencia decisões comerciais e operacionais no setor.
De 2 a 5 de julho, o Recife Expo Center recebe a 5ª edição da Art Tattoo Expo – Divulgação
Art Tattoo Expo
A capital pernambucana será palco de um dos maiores eventos de tatuagem do país. De 2 a 5 de julho, o Recife Expo Center recebe a 5ª edição da Art Tattoo Expo, que chega este ano com o tema “O Canto da Sereia” e uma novidade que promete movimentar o setor: a criação do prêmio “Melhor Tatuador Nordestino”, com premiação de R$ 35 mil.
Vonný Cosméticos
A Vonný Cosméticos inaugura, nesta terça-feira (28), sua primeira unidade em Pernambuco, no piso térreo do Shopping Patteo Olinda, com conceito de loja âncora e mais de 1.000 m² de área.