O autor do ataque a tiros numa festa junina em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, foi morto na ambulância a caminho do hospital. Édson Alves da Rocha, de 36 anos, não estava sendo escoltado pela polícia no momento do socorro.
A confusão, que também deixou 15 feridos, ocorreu na Estação do Forró na madrugada da quarta-feira (24). A Polícia Civil e a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) estão investigando o caso.
Questionado pela coluna Segurança sobre a necessidade de escolta policial do autor do ataque, o secretário estadual Alessandro Carvalho afirmou que a medida não era obrigatória.
“Não teria que ter, poderia ter”, argumentou.
Segundo informações iniciais, a confusão teve início com uma briga, que foi interrompida pela PM. Édson deixou a Estação do Forró e retornou ao local com uma arma de fogo. Ele teria realizado disparos contra duas patrulhas, compostas por cinco policiais militares cada. O efetivo de plantão também reagiu.
Das pessoas feridas, cinco são militares. Não é possível afirmar, ainda, se todos os 15 foram baleados pelo mesmo autor.
Alessandro Carvalho disse que dois militares seguem internados. A autoria da morte de Édson também é apurada. “A informação é de que um ou dois homens teriam seguido a ambulância. Nela, também havia dois policiais feridos”, disse o secretário.
Durante solenidade de conclusão do Curso de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, no Recife, a governadora Raquel Lyra também foi questionada pela coluna sobre o caso.
“Lamento profundamente pelo ocorrido. Infelizmente, tem uma atitude isolada de uma pessoa que chegou atirando nos nossos policiais. A investigação está aberta e, graças a Deus, nossos policiais estão sendo cuidados”, afirmou.
FESTA SEM CONTROLE DE ACESSO
Nos bastidores, a decisão da Prefeitura de Serra Talhada de manter a festa junina sem controle de entrada e saída das pessoas foi criticada. Antes das festas, em reuniões, a gestão municipal foi alertada pelas forças de segurança sobre a necessidade de ter controle no acesso para evitar, por exemplo, a entrada de armas de fogo.
Em nota nas redes sociais, a Prefeitura manifestou “profunda solidariedade aos policiais militares, aos cidadãos feridos e aos seus familiares”. E alegou que se tratou de “caso isolado que não reflete o histórico de tranquilidade do evento”.



