EBC apaga conteúdos que possam comprometer a empresa durante a campanha eleitoral, e Marina Silva manifesta solidariedade à senadora Damares Alves
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‘TU JÁ PENSOU?’
A coluna ligou para um deputado da direita comentando sobre uma foto do presidente Lula da Silva (PT) “dando o dedo”, mostrando o dedo do meio, durante uma solenidade oficial.
— Precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles [faz o gesto considerado obsceno] — e ainda falou em nome dos pobres:
— Nós gostamos de coisas boas, queremos tudo de primeira: comida, roupa, viajar de primeira, dentista, médico. Temos que acabar com essa bobagem, disse o presidente
O DEDÃO DA PICANHA
Numa rede social, o pré-candidato de oposição, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que a goste do presidente Lula deveria ser guardado para quando os brasileiros lhe cobrassem a promessa de picanha farta.
— Isso é pra quando o brasileiro perguntar: “E a picanha?”, escreveu.
AGORA VOLTE NO CALENDÁRIO…
…e volte para 3 de julho de 2022: o então presidente Jair Bolsonaro (PL), ali no cercadinho oficial, levantando o dedo para quem quer que seja. Que repercussão teria esse mesmo gesto?
LINHA TÊNUE
A linha que separa a máfia do INSS, que a CPMI não pôde concluir nas investigações, enfim está sendo desvendada. O cordão umbilical da quadrilha estaria intimamente ligado ao PCC, organização criminosa com sede no Brasil e ramificações nos três Poderes da República.
PASSANDO A BORRACHA
A EBC, empresa pública federal do ramo da comunicação, está apagando alguns de seus programas e diferentes postagens que tenham conteúdo político relacionado ao governo. A decisão tem levado funcionários da empresa a protestarem, inclusive com ameaça de recorrer à Justiça Federal.
— É uma posição conservadora de alinhamento com as regras do TSE. Não seremos nós a criar problemas no período eleitoral, disse, em nota, a presidente da EBC, Antonia Pellegrino.
O SONHO DE BOLSONARO
Considerando que a prisão domiciliar de Bolsonaro “melhorou seu quadro clínico”, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, prorrogou, por prazo indeterminado, o regime de cumprimento de pena do ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado a 27 anos e três meses.
OUTRO SONHO
Agora, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro terá tempo para aprender a fazer sonho, iguaria doce de massa fofa, fermentação biológica, com polvilho e açúcar, que ela compra todos os dias na padaria perto de casa e leva para “adoçar o bico” do marido.
MAS SEM ARMA
Moraes determinou a apreensão de 11 armas vinculadas a Bolsonaro. O ministro do STF revogou o registro do ex-presidente como CAC (colecionador, atirador e caçador).
OUTRO NÍVEL
A deputada federal Marina Silva (Rede Sustentabilidade-SP) manifestou solidariedade à senadora Damares Alves (Republicanos-DF), depois que ela foi xingada pelo blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio de “amante de pastor”.
— Nada justifica que uma mulher seja atacada, desqualificada ou constrangida por ser mulher, escreveu Marina.
ANTES TARDE
Pois não é que o presidente Lula deu parabéns a Keiko Fujimori por sua vitória no Peru?
— Desejo-lhe pleno êxito na condução de seu mandato e na importante tarefa de agregar o povo peruano em torno de um projeto comum de desenvolvimento, disse Lula.
PENSE NISSO!
Não é de hoje, aliás, já faz um bom tempo, que autoridades do governo, empresários e aliados políticos vêm reclamando do protagonismo da primeira-dama, Rosângela da Silva.
— O danado é que, se a gente reclama, vão dizer o diabo de nós. Vão dizer que é machismo, disse à coluna um integrante da direção do PT que teve uma reunião com o presidente e afirmou que sua esposa não apenas dava palpites decisivos, como interferia em tudo.
Como eu não tenho rabo preso nem com partido político nem com essa “luta de classes”, de não poder divergir de alguém só por ser mulher, eu digo que não é a primeira vez que esse assunto entra na roda de conversas. Mas cadê coragem para alguém dar sinais ao presidente de insatisfação?
O conceito importado dos Estados Unidos chegou vitaminado ao Brasil pós-regime militar, mas, no terceiro mandato de Lula, ficou escancarado que o presidente não toma nem ar sem consultar “a patroa”.
Mesmo sendo ela apenas sua esposa, Lula deu a Rosângela da Silva um poder e uma notoriedade sem precedentes e sem justificativa funcional para suas despesas, com um gabinete caríssimo, à custa do dinheiro do contribuinte.
O silêncio não é bom conselheiro em uma situação dessa magnitude.
Pense nisso!



