Flávio Bolsonaro só vai definir vice após convenção partidária

Flávio Bolsonaro só vai definir vice após convenção partidária


A convenção nacional do Partido Liberal está marcada para o próximo sábado. Já o Missão, oficializou a candidatura de Renan Santos

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O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, reafirmou nesta segunda-feira, 20, que o presidenciável deve escolher seu vice só depois da convenção partidária do PL, marcada para o próximo sábado, 25.

“A princípio, não será anunciado o vice. Temos até o dia 5 de agosto. Estamos conversando com outros partidos”, disse Marinho a jornalistas, após visita ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques.

De acordo com o senador, a escolha do vice dependerá de alianças construídas e as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm dificultado as negociações políticas.

“Essa decisão só ocorrerá quando tivermos um quadro mais claro de qual vai ser a nossa política de aliança, e qual é a nossa composição partidária. A partir daí é que vamos olhar, dentro dos quadros que existem em cada partido, quais aqueles que se ‘adequam’ ao perfil que achamos desejável”, disse.

Pelo calendário eleitoral, as convenções partidárias devem ser realizadas de 20 de julho a 5 de agosto. Nelas, as legendas, em tese, determinam seus candidatos, incluindo vices, e coligações partidárias. Na prática, porém, os partidos podem homologar apenas o candidato titular e delegar a decisão sobre vice e sobre coligações para a Executiva Nacional.

A escolha deve ser oficializada até 15 de agosto, prazo para registro das candidaturas. Isso dá mais tempo para o PL negociar a vice, após a formação das coligações partidárias.

Renan Santos oficializado

O partido Missão antecipou sua convenção nacional e oficializou, na manhã desta segunda-feira, 20, a candidatura de Renan Santos à Presidência da República.

A informação foi divulgada pelo próprio partido. A convenção estava inicialmente marcada para 1º de agosto, mas foi antecipada, segundo a legenda, para que o candidato pudesse contar com o apoio da Polícia Federal durante o evento público de lançamento da campanha, mantido para 1º de agosto.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidenciável afirmou que a decisão foi tomada por orientação da equipe de segurança após novos episódios de intimidação atribuídos a facções criminosas.

Renan disse ter retornado do Ceará após ameaças de duas organizações criminosas e afirmou ter sido alvo de novas intimidações em São Paulo, onde reside. Também relatou que, durante agenda no Rio de Janeiro, voltou a ser ameaçado pelo Comando Vermelho (CV).

O evento de 1º de agosto reunirá lideranças, filiados e apoiadores e marcará a apresentação pública da candidatura de Renan. Na ocasião, também será apresentado o Livro Amarelo, documento que reúne as principais propostas da campanha para áreas como segurança pública, economia, educação, infraestrutura e reforma do Estado.

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