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O governo federal está avaliando uma nova rodada de ajustes propostos pelas construtoras para turbinar novamente o Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A medida foi encaminhada no fim de junho e está sob o crivo de técnicos da Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades.
A proposta sugere que a faixa 4 passe a ser dividida em três subfaixas, com juros cortados dos atuais 10% ao ano para níveis menores, de acordo com a renda: 8,66% (renda até R$ 13 mil), 9,16% (até R$ 15 mil) e 10% (até R$ 21 mil).
Detalhe: a faixa 4, a mais nova do Minha Casa, Minha Vida, criada em 2025, não é financiada pelo FGTS, mas com recursos do Fundo Social do pré-sal. Aquele que deveria ser uma poupança soberana para financiar as futuras gerações.
Jair Bolsonaro
Pouca gente lembra, mas Jair Bolsonaro, que não chegou a usar o dinheiro que o fundo tinha amealhado, mandou um projeto nº 1583/2022, que simplesmente privatizava os recursos excedentes do Pré-sal que são destinados à União. Isso mesmo, queria vender os direitos do fundo ao setor privado. O projeto não avançou.
Mas o uso do dinheiro do pré-sal vem sendo feito desde o governo Lula. E não tem nada a ver com a proposta anunciada por Dilma Rousseff quando, ao criá-lo em 2010, prometeu transformar os recursos numa grande poupança para financiar essencialmente educação e saúde.
Lula com o presidente do Fundo da Noruega em Manaus. – Divulgação
Ideia de Dilma
Dilma, como se sabe, é presidente do NBB e nunca mais falou do fundo. Mas no ano passado, Lula da Silva (PT) editou uma MP que alterou a regulamentação do Fundo Social e ampliou a lista de ações que podem ser financiadas com essas verbas. O texto extinguiu o fundo privado de investimentos criado por Dilma para aplicar recursos em ativos no Brasil e no exterior e definiu que poderiam ser gastos imediatamente.
O problema é que o fundo não era tão grande assim para ser usado logo. Mas teve até o fundo do tacho raspado. A PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.) arrecadou R$ 30,9 bilhões para o Tesouro Nacional em 2025 que foram usados em projetos para melhorar o caixa e, como já se disse, para financiar a casa própria da classe média alta com juros abaixo da Selic.
Congresso aprovou uso dos recursos do fundo do pre-saçpara refinanciar dividas do agro. – Divulgação
Quase privatizada
Na verdade, desde que saiu da lista de empresas privatizáveis do governo Jair Bolsonaro, a Pré-Sal Petróleo (PPSA), uma empresa pública vinculada ao Ministério, vem gerando receitas com os contratos de partilha da produção sob sua gestão , que passaram de 14, em 2019, para 19, em 2023.
Os Acordos de Individualização da Produção assinados saltaram de 7, em 2019, para 10, em 2023, e a arrecadação acumulada aumentou de R$ 2 bilhões (2019) para R$ 9,29 bilhões (2023). Em 2024, a PPSA arrecada R$ 10,32 bi para a União, numa alta de 71%.
Em 2025, essa partilha chegou aos R$ 30,9 bilhões.
Mina de dinheiro
O problema é que, desde que a PPSA começou a entregar os lucros à União — não apenas o governo Lula, mas o Congresso — passou a olhar para a arrecadação e querer gastá-los imediatamente. Por exemplo, em 2023, o projeto nº 5122 criava uma linha especial de financiamento para liquidação, anistia e renegociação de dívidas de crédito rural. Naquele ano, todo o dinheiro do fundo nem chegava a R$ 10 bilhões.
Mas no começo de junho último, quando foi aprovado no Senado, o destino do dinheiro autorizava sua utilização junto com o Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE) para o custeio de dívidas de produtores rurais.
Refis do Agro
Denominada “Refis do Agro”, a medida atende produtores prejudicados por eventos climáticos adversos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais.
Por sua vez, o próprio governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a estudar usar o aumento da arrecadação com a alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio para reduzir tributos sobre combustíveis. Na verdade, para o governo Lula, o fundo do pré-sal é uma receita de curto prazo que precisa ser gasta imediatamente.
Imóveis financiados pelo MCMV para classe média alta. – Divulgação
Visão medíocre
É uma visão curta e medíocre quando comparada à Noruega, o país que ficou rico com a ajuda do petróleo e do gás ao criar um fundo soberano que hoje tem recursos astronômicos de dois trilhões de dólares (US$2.042.428.625.590)!
O governo Lula, entretanto, cancelou a ideia de Dilma Rousseff quando o pré-sal se efetivou como fonte a partilhar e seguir o sucesso do fundo petrolífero norueguês. Isso aconteceu quando, em 1960, o primeiro-ministro da Noruega, Einar Gerhardsen, decidiu que o governo reivindicava a soberania sobre a plataforma continental norueguesa. Isso se deu quando, na véspera do Natal de 1969, foi anunciado que o país havia encontrado petróleo e o fundo foi criado.
Fundo norueguês
Em 1990, o fundo nasceu com o objetivo de apoiar a gestão de longo prazo da receita petrolífera pelo governo. E em 1998, a Noruega criou o Norges Bank Investment Management para gerir o fundo em nome do Ministério das Finanças.
E só em 2011 o fundo realizou seus primeiros investimentos imobiliários. Investimentos, não subsídios. No ano passado, o fundo teve grandes retornos sobre os investimentos em ações dos setores de tecnologia, financeiro e de materiais que se destacaram e contribuíram significativamente para o retorno geral. Foi quando chegou aos US$ 2 trilhões.
Gastar o que tem
O Brasil poderia estar seguindo esse caminho se o Governo Lula não tivesse tomado a decisão de gastar o pouco que a PPSA já entregou. Um estudo da própria PPSA revela que a União poderá arrecadar mais de R$ 1 trilhão nos próximos dez anos em royalties, participações governamentais, tributos e receitas adicionais que podem ser obtidas com o petróleo dos campos do pré-sal. A receita varia de R$1,05 trilhão a R$1,32 trilhão, a depender do cenário considerado, de acordo com projeções da PPSA. Mas se for poupado.
E o sucesso da política de participação é o melhor negócio em que a União ainda está envolvida. Por exemplo: Em maio, apenas a parcela de petróleo da União foi de 244 mil bpd, o maior volume de produção registrado desde o início da série histórica, em 2017. A parcela acumulada da União, desde 2017, é de 139,88 milhões de barris de petróleo que deveriam estar no cofre do fundo rendendo lucros e dividendos.
Ano eleitoral
Entretanto, o dinheiro do pré-sal agora serve a programas de subsídios como o MCMV para a classe média e com fins eleitorais. A proposta de alteração na faixa 4 deve ser adotada porque tem mais chance de ser aprovada, porque usa recursos do Fundo Social do pré-sal, sobre o qual o governo tem mais controle, já que basta ter aprovação do conselho curador do fundo, que delibera sobre a destinação dos recursos dos trabalhadores cotistas.
Piscinas no Brasil em crescimento. – Divulgação
Brasil das piscinas
O Brasil já é o segundo maior mercado de piscinas em âmbito global, com mais de 3,5 milhões de unidades instaladas em residências. O setor movimenta R$ 12 bilhões, sendo que construções respondem por R$ 4,7 bilhões; tratamentos por R$ 3 bilhões; e mão de obra por R$ 2,5 bilhões. Esse ecossistema é movido por uma forte rede de lojistas, que conectam a indústria ao cliente, e por mais de 104 mil profissionais atuantes, sendo que 41 mil são tratadores de piscinas. Os dados são da Associação Nacional das Empresas e Profissionais de Piscinas (ANAPP).
Mas há desafios, como, por exemplo, a construção, tratamento e manutenção desses ambientes, que exigem o atendimento à ABNT NBR 10339, que estabelece os requisitos técnicos para projeto, construção, instalação e segurança de piscinas, e a formação de profissionais qualificados e certificados para prevenir acidentes e quaisquer riscos com os equipamentos, químicos, de infecção e desequilíbrio hídrico.
Mercado de óticas no Brasil. – Divulgação
Mercado de óculos
O mercado óptico brasileiro entrou em um ritmo mais moderado do que o observado no início do ano. No primeiro semestre de 2026, o desempenho ficou próximo ao do mesmo período do ano passado, quando o setor faturou R$ 14,07 bilhões contra R$ 13,98 bilhões em igual período de 2025.
A Abióptica alterou sua previsão de crescimento para 2026. O setor óptico emprega mais de 190 mil pessoas em 71.226 pontos de venda. Por ano, são vendidos no Brasil 106,5 milhões de óculos, sendo metade de produtos falsificados e de origem ilegal, o que representa uma perda bilionária para as empresas e a Receita Federal. As vendas no Nordeste somaram R$ 1,44 bilhão, com Pernambuco chegando a R$ 166,98 milhões.
Motos elétricas
A chinesa AIMA, maior fabricante de veículos elétricos de duas rodas do mundo, abre no dia 27 deste mês sua terceira loja em Pernambuco, na Avenida Antônio de Góes no Pina. O showroom apresentará 13 modelos, envolvendo duas e três rodas, com valores a partir de R$6.350.
As outras duas lojas funcionam em Piedade e Olinda, e os planos são de continuar a expansão na cidade e nos estados da Paraíba e de Alagoas. Fundada em 1999, a AIMA produz mais de 10 milhões de veículos elétricos por ano, está presente em mais de 80 países e acumula cerca de 100 milhões de usuários em todo o mundo.
Melhores do Ano
A Construtora Carrilho realiza na próxima sexta-feira (24), no JCPM, o evento Melhores do Ano para reconhecer os corretores e as imobiliárias destaques do primeiro semestre de 2026. Durante a cerimônia, também serão apresentados três empreendimentos: Pátio Camino, na Iputinga ; Pátio Vivare e o Aurora dos Pássaros 2, segunda fase do projeto localizado em Paulista, na Região Metropolitana do Recife.
Crescimento do mercado de family office no Brasil. – Divulgação
Family Office
O Brasil é alvo do capital institucional global entre mercados emergentes, segundo a publicação “Global Family Office Report 2025”, divulgada pelo banco UBS, que revelou que 30% das estruturas mundiais de gestão de fortunas planejam aumentar os seus investimentos no país. O volume de intenção de aportes coloca o mercado brasileiro à frente da Índia (15%) e do México (15%) na disputa por essa liquidez internacional. O setor imobiliário, de forma isolada, captura 11% do volume total de alocação.
Dados da consultoria Deloitte em seu último relatório focado em family offices revelaram que os escritórios familiares no mundo já gerenciam mais de US$ 3,1 trilhões (2024), cifra que deve saltar 73% até 2030, atingindo US$ 5,4 trilhões.
Economia Criativa
O escritório FV Arquitetos assina o projeto que vai transformar o Armazém 11, no Recife Antigo, no Mercado Criativo de Pernambuco. Viabilizada por um aporte de R$ 14 milhões da Adepe, a iniciativa funcionará como um hub integrado para o Centro de Artesanato, a loja da Moda Autoral (MAPE), a loja de bebidas do estado, além de editora e cafeteria. O objetivo do novo equipamento é centralizar e impulsionar a estratégia de valorização dos negócios criativos locais.
Circuito no Agreste
Para orientar o empresariado do Agreste sobre a transição para o novo modelo fiscal brasileiro, o Instituto Fecomércio-PE realiza, no próximo dia 28 de julho, o Circuito Reforma Tributária em Caruaru. O encontro, que acontece das 18h às 22h, no Senac local, será conduzido pelo mestre em Ciências Contábeis e consultor Flávio Cesário. O foco será detalhar os impactos práticos da unificação dos impostos, planejamento estratégico e estratégias de competitividade para os negócios da região.



