Wolney confirmou a informação que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia antecipado em sabatina na TV Globo, na semana passada
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O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira, 3, que o governo federal conseguiu zerar a fila de pedidos por benefícios do INSS. Wolney confirmou a informação que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), havia antecipado em sabatina na TV Globo, na semana passada.
“Sempre haverá pessoas esperando uma resposta do INSS, pois entram pedidos novos todos os dias. Zerar a fila é quando temos menos gente esperando do que a quantidade de gente que entrou no mês anterior. O que era fila se transforma em fluxo de atendimento. Isso aconteceu em agosto deste ano. Recebemos uma fila grave, com 1,7 milhão de pedidos represados, e estamos monitorando. Só agora em agosto isso aconteceu”, afirmou o ministro em evento no Palácio do Planalto, ao lado de Lula, nesta quinta.
Wolney assumiu o Ministério da Previdência em maio de 2025 no lugar de Carlos Lupi, em meio à investigação sobre desvios indevidos de aposentadorias. Antes, era o secretário-executivo da pasta. Disse que Lula deu a ele a determinação de “recuperar a credibilidade da Previdência e do INSS”.
O ministro da Previdência citou cinco medidas que, segundo ele, foram fundamentais para conseguir reduzir a fila do INSS: a nomeação de novos servidores, a implementação do teleatendimento para perícia médica, a perícia médica documental, o pagamento de bônus para servidores e os mutirões de fins de semana para analisar os pedidos.
“Houve nos últimos anos um aumento exponencial no número de pedidos. Talvez, presidente, porque nos nossos governos as pessoas se sintam estimuladas a pedir mais, porque sabem que é um governo que reconhece e não represa os direitos para economizar. Em 2023, tínhamos média mensal de 897 mil pedidos. Esse número em 2025 foi para 1,1 milhão pedidos. E agora em 2026 temos uma média mensagem de 1,3 milhão pedidos mensais”, relatou o ministro.
Wolney Queiroz informou, também, que as reclamações por demora na análise do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caíram 82% entre janeiro e agosto deste ano. O ministro disse que tem “primado pelo rigor institucional” e que recebeu da Controladoria-Geral da União (CGU) o certificado de integridade máxima.



