Fachin, afinal, enterra o inquérito das “fake news”, marca duelo de ministros para o plenário do STF enquanto o país fica na torcida organizada
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EDSON FACHIN, ENFIM, DEU AS CARAS
Atropelado pela ânsia do ministro Flávio Dino de fazer justiça com a própria toga, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, antecipou decisão que vinha “amadurecendo” em várias mentes: suspendeu o ato de André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; suspendeu a decisão de Flávio Dino que havia reintegrado Andrei ao comando da PF; e tirou das mãos de Alexandre de Moraes o inquérito das Fake News.
COM ISSO…
…Fachin suspendeu, ainda, a apuração da Procuradoria-Geral da República sobre um suposto relatório da PF que aponta a estreita relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e levou tudo para ser “digerido” no plenário da Corte, na terça-feira (15).
– É grave o quadro em que decisões de ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência, escreveu.
LULA TRAPACEOU FACHIN
Enquanto o presidente do STF arquitetava um plano para arrefecer a crise e o advogado-geral da União, Jorge Messias, peticionava pelo retorno de Andrei Rodrigues ao comando da PF, no Planalto, o presidente instigava seu segurança a “bater à porta de [Flávio] Dino”. Lula sabia que seu ex-ministro não lhe faltaria com o senso de “gratiluz”. Dito e feito.
A TRAMOIA DO TRIUNVIRATO…
…formado pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. Eles subiram numa retroescavadeira, passaram pela margem do Lago Paranoá, recolheram a lama da borda, encheram caminhões de sujeira e despejaram tudo na porta do trabalho deles. Contém ironia, mas o trio vai fazer das tripas coração para melar qualquer investigação contra o primeiro deles.
“PEGA FOGO, CABARÉ!”
Em seu icônico “Sábado, Estação de Viver”, o professor e escritor Juarez Leitão aponta que termos como este remetem a tumultos e a episódios históricos de incêndios em antigos cabarés e zonas de meretrício de cidades do Nordeste.
‘DARK HORSE’ RELINCHA NA CAMPANHA DE FLÁVIO
Ainda permaneçam obscuras as informações da delação premiada de Antonio Carlos Freire Júnior, conhecido no submundo “vorcariano” como “Mineiro”, mas, daquilo que se tem notícia, o impacto pode ser estridente na campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
‘DOLEIRO DE CONFIANÇA’
Tido como negociador de moedas estrangeiras “com a lisura de uma freira ecônoma”, Mineiro fechou acordo com a Procuradoria-Geral da República, mas, em pelo menos um capítulo de sua história, disse que malas de dinheiro eram entregues a Daniel Vorcaro, encarregado de fazer a [re]distribuição.
PENSE NISSO!
A coluna está lançando um manifesto: 15 de setembro deveria ser feriado nacional.
Sabe-se lá com que objetivo, mas 15 de setembro é o Dia Internacional da Democracia. A data foi instituída pela ONU em referência à Declaração Universal da Democracia, assinada em 1997. Esse documento define que “Num Estado democrático, ninguém está acima da lei e todos são iguais perante ela”.
Digo eu: nem mesmo os soberanos ministros do STF. Logo, estou defendendo que a próxima terça-feira seja feriado, para que todo o país acompanhe pelo rádio e pela TV a sessão do Supremo Tribunal Federal. Quem sabe não fique pedra sobre pedra.
Invariavelmente, com algum atraso, às 14 horas, hein! Não vai perder, vai?
Como no poema do professor Cláudio Roberto (1952-2022) em parceria com Raul Seixas (1945-1989):
E nas Igrejas nem um sino a badalar / Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá / E os fiéis não saíram pra rezar / Pois sabiam que o padre também não tava lá / E o aluno não saiu para estudar / Pois sabia o professor também não tava lá / E o professor não saiu pra lecionar / Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar
Pense nisso!



