Exposição evoca área rural de Olinda e memórias da comunidade, no Instituto Ploeg

Exposição evoca área rural de Olinda e memórias da comunidade, no Instituto Ploeg

Na mostra “Silvas e Selva”, artista visual se inspira em mudanças com a urbanização da região nos últimos 35 anos através de pinturas a óleo

por Laís Nascimento

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A área rural de Olinda, as mudanças com a urbanização nos últimos 35 anos e a organização comunitária protagonizada por mulheres inspiraram a criação de pinturas a óleo do artista visual Roberto Ploeg. Em sua nova exposição, “Silvas e Selva”, que abre neste sábado (7), às 14h, no Instituto Ploeg, na Boa Vista, área central do Recife, Roberto retrata seus vínculos com moradores e com a natureza da região.

O título evoca um jogo de palavras que aproxima poeticamente os dois eixos trabalhados por Ploeg: em latim, “silva” significa floresta, bosque ou selva e, no Brasil, é o sobrenome mais comum do país.

Na mostra, as transformações da natureza dão cores à representação da passagem do tempo e dos ciclos da vida, presentes nos sapotizeiros, nas mangueiras, nos flamboyants e nos cajueiros.

“O Cajueiro Velho”, de Roberto Ploeg, integra nova exposição do Instituto Ploeg – Divulgação

Os quadros também apresentam a relação de Roberto com Pernambuco e com o Brasil. Nascido em 1955, na Holanda, o artista chegou no Recife em 1979 para realizar um mestrado em Teologia da Libertação.

Em 1991, chegou ao Sítio Ouro Verde, em Olinda, e acompanhou as mudanças das comunidades e o desmatamento da área.

Ao lado da companheira, Eliana, também formada em Teologia, desenvolveu iniciativas de educação popular por meio de organizações da sociedade civil. Foi em Olinda que Ploeg se aproximou das artes visuais. Depois de frequentar cursos em instituições culturais do Recife e de Olinda, começou a se dedicar profissionalmente à pintura em 1996.

“Em muitas medidas, a exposição é uma retrospectiva da minha vida”, pontua.

Através de cenas cotidianas, Ploeg homenageia as pessoas que fortalecem a comunidade, criam memórias e perpassam tradições.

Segundo ele, seu método criativo e de ensino de arte é baseado em um tripé: observar, absorver, imaginar.

“A gente parte da observação da realidade, com atenção e afeto. A absorção é um processo pessoal e íntimo de integração dos sentidos. Trata-se de um paradoxo: quanto mais a gente observa a realidade e toma tempo para absorvê-la, mais a gente imagina e cria”, destaca.

O Instituto Ploeg é mantido pelo artista desde 1999 e, há dois anos, funciona como ateliê, local de realização de cursos de artes e de exposições.

Serviço

Exposição “Silvas e Selva”, de Roberto Ploeg
Local: Instituto Ploeg – Rua da Santa Cruz, nº 190, Boa Vista
Abertura: 7 de novembro, das 14h às 18h
Visitação gratuita: terças, quartas, sextas e sábados, das 9h às 16h; quintas-feiras, das 9h às 17h, até 19 de dezembro
Informações e acesso ao catálogo virtual: (81) 9961-5489

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