Diplomacias locais classificam investidas iranianas como violações do direito internacional, declaram apoio aos países atingidos e exigem cessar-fogo
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Os governos do Catar, do Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos condenaram publicamente os recentes ataques militares promovidos pelo Irã contra alvos na Jordânia, no Bahrein e no território kuwaitiano.
Em comunicados divulgados neste domingo (19), as chancelarias da região classificaram as investidas de Teerã como infrações ao direito internacional e alertaram que a continuidade das hostilidades compromete a estabilidade no Oriente Médio.
Repúdio diplomático do Kuwait
O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait expressou repulsa às ações militares e declarou apoio irrestrito aos governos vizinhos atingidos. Segundo a pasta, as ofensivas representam violações à Carta das Nações Unidas e à Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU.
Em nota oficial, o ministério afirmou que “expressa a condenação do Estado do Kuwait e sua forte repulsa aos ataques criminosos iranianos que visaram hoje o Reino do Bahrein e o Reino Hachemita da Jordânia, os dois países irmãos”. A diplomacia kuwaitiana reiterou ainda seu respaldo a qualquer medida adotada por ambos os governos para assegurar a proteção de seus territórios e soberania.
Catar cobra cessar-fogo e negociação
Alinhando-se à posição dos Emirados Árabes Unidos e do Kuwait, o Ministério das Relações Exteriores do Catar manifestou repúdio aos bombardeios e enfatizou que a proliferação dos confrontos enfraquece iniciativas políticas voltadas a pacificar a região.
A diplomacia catariana alertou para o risco de uma escalada militar generalizada e defendeu a interrupção imediata das hostilidades. Em comunicado, o órgão destacou “a necessidade de uma cessação imediata e completa de todas as ações militares e ataques que ameacem a segurança e a estabilidade da região, de evitar quaisquer ações que possam ampliar o alcance da escalada, de um retorno genuíno ao diálogo e às negociações e do cumprimento dos entendimentos alcançados por meio de esforços diplomáticos”.



