Com prejuízos bilionários acumulados, a varejista encerra as atividades de quase 30% de suas unidades e corta milhares de postos de trabalho
JC
Publicado em 15/08/2026 às 9:33
| Atualizado em 15/08/2026 às 9:42
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Entre os dias 13 e 14 de agosto de 2026, a rede varejista Casas Bahia promoveu uma das maiores reduções operacionais de sua história recente, resultando no fechamento de aproximadamente 300 lojas e no desligamento inicial de cerca de 2 mil funcionários em todo o País. Essa medida drástica representa o encerramento das atividades em 28,7% do total de unidades da rede, que possuía pouco mais de mil pontos de venda no Brasil.
Estima-se que os cortes correspondam a cerca de 6,7% do quadro de funcionários, com 600 desligamentos ocorridos na quinta-feira e entre 1,3 mil a 1,4 mil previstos para a sexta-feira, podendo o total de demitidos chegar a 3 mil pessoas.
A reestruturação é uma resposta direta a uma sequência de resultados financeiros negativos severos. Apenas no primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou um prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão, após ter fechado o ano anterior com um prejuízo consolidado de R$ 3 bilhões.
A escala atual da redução contrasta fortemente com gestões anteriores, nas quais os cortes eram mais distribuídos, situando-se na faixa de 20 a 30 lojas por ano. O plano atual busca uma redução agressiva de despesas para conter as perdas acumuladas. Ao mesmo tempo, o grupo tenta acelerar a operação digital. No primeiro trimestre, as vendas digitais de produtos próprios cresceram 26%, enquanto as lojas físicas tiveram queda de 1,8%.
A receita bruta consolidada avançou 6,4%, para 8,8 bilhões de reais, e a margem bruta ficou em 30,3%. A Casas Bahia também vem buscando melhorar o fluxo de caixa, inclusive com maiores prazos de pagamento. Até o momento, a rede não se manifestou oficialmente sobre a decisão.



