onze nomes disputam duas vagas em eleição marcada por alianças e reviravoltas

onze nomes disputam duas vagas em eleição marcada por alianças e reviravoltas

Em 4 de outubro, cada eleitor escolherá dois nomes. Os mais votados serão eleitos para mandatos de oito anos na Casa Alta do Congresso Nacional.

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Pernambuco terá duas vagas em disputa para o Senado nas eleições de 2026, em uma corrida que reúne 11 candidatos e foi marcada por negociações entre partidos, mudanças de planos e disputas pela composição das chapas ao Governo do Estado. Em 4 de outubro, cada eleitor poderá escolher dois nomes, e os dois mais votados serão eleitos para mandatos de oito anos na Casa Alta do Congresso Nacional.

A disputa reúne Carlos Sant’Anna (Novo), Eduardo da Fonte (PP), Gorett Bitu (UP), Humberto Costa (PT), Mariano Macedo (PSTU), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Pastor Gilvan Costa (Democrata), Paulo Rubem Santiago (Rede), Samuel Timóteo (UP) e Túlio Gadêlha (PSD).

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Quem está com quem

As duas principais chapas ao Governo de Pernambuco concentram quatro dos nomes mais conhecidos da disputa.

Na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) estão Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha. A escolha dos dois, porém, passou por meses de negociações. Túlio foi convidado por Raquel ainda no primeiro semestre e lançou sua pré-candidatura lançada. A segunda vaga foi disputada principalmente por Eduardo da Fonte e Miguel Coelho (UB).

Durante as articulações, chegou a ser discutida a possibilidade de Eduardo, Miguel e Túlio disputarem simultaneamente as duas vagas pelo mesmo campo político. A proposta não avançou. A decisão sobre a vaga ligada à Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, acabou favorecendo Eduardo. Miguel retirou sua pré-candidatura ao Senado em 1º de agosto e posteriormente decidiu concorrer à Câmara dos Deputados.

Disputando o Senado de forma avulsa, Carlos Sant’Anna (Novo) e Mendonça Filho (PL), declararam apoio à governadora, mesmo fora da chapa majoritária. No PL, Mendonça foi escolhido na convenção e a decisão retirou Silvio Nascimento da corrida pelo Senado, levando-o para a disputa por uma vaga na Câmara.

Do outro lado, Marília Arraes e Humberto Costa integram a chapa majoritária liderada por João Campos (PSB). Humberto busca a reeleição ao Senado pelo PT, enquanto Marília retorna à disputa majoritária pelo PDT. Os dois também contam com o apoio do presidente Lula da Silva (PT).

A composição da chapa de João Campos foi definida com mais antecedênica. Além de Marília e Humberto, também se colocavam na disputa Silvio Costa Filho (Republicanos) e Miguel Coelho. Silvio retirou a pré-candidatura ao Senado e passou a integrar a chapa como candidato a vice-governador, ao lado de seu irmão Carlos Costa (Republicanos), enquanto Miguel posteriormente migrou para o grupo de Raquel.

Os dois candidatos já foram apresentados na chapa em abril, quando Campos renunciou a gestão da Prefeitura do Recife, e lançou sua pré-candidatura oficialmente.

Fora das duas principais alianças, Paulo Rubem Santiago disputa pelo campo da Federação PSOL/Rede, que tem Ivan Moraes (PSOL) como candidato ao Governo. Samuel Timóteo e Gorett Bitu estão na chapa da Unidade Popular, encabeçada por Camila Falcão. Mariano Macedo concorre pelo PSTU, na chapa de Guilherme Fonseca, e Pastor Gilvan Costa disputa pelo Democrata, na chapa de Jeremias Cosmo.

O que dizem as pesquisas?

Os levantamentos realizados ao longo de 2026 apontam Marília Arraes na liderança, enquanto a segunda vaga aparece mais disputada.

Na Genial/Quaest divulgada em 28 de julho, Marília tinha 19% e Humberto Costa, 12%. Mendonça Filho aparecia com 8%, enquanto Eduardo da Fonte e Miguel Coelho tinham 6% cada e Túlio Gadêlha, 4%. A pesquisa ouviu 900 eleitores e tinha margem de erro de três pontos percentuais.

O levantamento também mostrou um eleitorado ainda pouco definido, com 18% indecisos e 25% dos eleitores entrevistados declarando voto branco, nulo ou que não votariam no primeiro cenário.

O que faz um senador?

O Senado representa os 26 Estados e o Distrito Federal, com três senadores por unidade da Federação. Diferentemente da Câmara dos Deputados, portanto, o número de senadores na Casa Alta não varia de acordo com a população de cada Estado.

Entre as principais funções estão a discussão e votação de projetos de lei e propostas de emenda à Constituição, além da análise de indicações para determinados cargos públicos. O Senado também participa de processos de responsabilidade contra autoridades e exerce funções de fiscalização e controle.

Para Pernambuco, o senador também representa os interesses do Estado em Brasília. Isso envolve atuação em comissões, articulação com o governo federal, defesa de investimentos para o Estado e apresentação e destinação de emendas parlamentares.

A eleição definirá não apenas os dois nomes que ocuparão as cadeiras de Pernambuco, mas também quais grupos políticos terão representação direta no Senado durante os próximos oito anos.

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