A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (14) que identificou a presença de hidrocarbonetos em um poço exploratório na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas na costa do Amapá.
Embora a confirmação ainda dependa de testes, integrantes da estatal dizem que a probabilidade de que se trate de petróleo é alta.

Segundo a estatal, foi identificado petróleo “de excelente qualidade” em um poço localizado a 113km da costa de Campos dos Goytacazes (RJ)
Segundo a companhia, a descoberta foi constatada por meio de perfis elétricos e de indicativos identificados nas rochas. A perfuração do poço ainda está em andamento, e a estatal afirma que as operações têm como objetivo dar continuidade à avaliação exploratória da área.
“Nosso otimismo em relação à margem equatorial se confirma hoje”, disse, em nota, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
A executiva disse à Reuters que a descoberta ainda não é comercial, mas significa um passo adiante na busca pela reposição de reservas a partir de 2034-2035, quando o pré-sal deve atingir seu pico de produção e começar a declinar. “Vamos continuar os trabalhos lá para ver a comercialidade”.
Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas — Foto: Petrobras/divulgação
A presença de hidrocarbonetos não garante que há um reservatório comercial de petróleo ou gás. A avaliação geralmente demanda a perfuração de outros poços para delimitar as reservas.
A Petrobras, o governo e petroleiras privadas com atuação no país enxergam a região como a principal fronteira para novas descobertas de petróleo no Brasil, ajudando a repor o declínio das reservas do pré-sal, hoje a principal área produtora.
Em nota, o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), que representa grandes petroleiras com atuação no Brasil, como a própria Petrobras, ExxonMobil, TotalEnergies, Shell e Equinor, disse que a descoberta “confirma que o Brasil possui perspectivas muito positivas para a produção de petróleo e gás natural em outras regiões, reforçando a segurança energética nacional no médio e longo prazo”.
O poço Morpho está localizado a cerca de 175 km da costa do estado, em uma área com lâmina d’água (distância entre a superfície e o fundo do mar) de 2.886 metros. A região é alvo de embates entre o governo e organizações ambientalistas.
A descoberta ocorreu no bloco FZA-M-59, na margem equatorial brasileira, onde a Petrobras é operadora e detém 100% de participação.
“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, disse a empresa em comunicado.



