O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, recusou-se a explicar o uso do dinheiro dado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao filme “Dark Horse”, disse se tratar de uma relação privada e afirmou não ver nada de errado.
“Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar financiamento privado para um filme do próprio pai. E alguém que, obviamente, apesar de ser senador, não teve nenhuma contrapartida para esse investidor”, disse nesta sexta-feira (28) à TV Globo.

O senador resumiu a prestação de contas do filme à perícia privada feita pela própria produtora. O candidato disse que “tudo já veio à tona” e que o caso é um “livro fechado”, recusando-se a mostrar o contrato com o Master, a planilha de gastos ou mesmo os demais investidores do filme.
As declarações foram dadas aos âncoras do Jornal Nacional, durante entrevista que faz parte de uma série com presidenciáveis nesta semana.
Flávio também não explicou o que quis dizer quando falou para Vorcaro, em uma troca de mensagens, “estou e estarei contigo sempre”. O senador afirmou que a relação dele com o ex-banqueiro “sempre foi relativa ao filme”.
Ele também tentou colar o episódio ao governo Lula (PT), dizendo ter inclusive defendido a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Master para que políticos como o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), dessem explicações.



