Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo IBGE, na comparação com o trimestre anterior houve recuo de 4,0%
por Estadão Conteúdo e Agência Brasil
Clique aqui e escute a matéria
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor nível para esse período desde o início da série histórica, em 2012, e a menor taxa registrada no ano. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE.
Com o resultado, o país passou a ter 5,6 milhões de desocupados no terceiro trimestre. Na comparação com o trimestre anterior, houve recuo de 4,0%, o que representa menos 234 mil pessoas sem trabalho. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a queda foi de 6,9%, o equivalente a 417 mil desocupados a menos.
O IBGE informou ainda que a taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13,0%, estável frente ao trimestre anterior (12,9%) e 0,9 ponto percentual abaixo do registrado um ano antes (13,9%).
A população subutilizada somou 14,8 milhões, com estabilidade no trimestre e recuo de 6,1% na comparação anual (menos 957 mil pessoas).
O grupo de subutilizados inclui os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e a força de trabalho potencial. A força de trabalho potencial é formada por pessoas que buscaram emprego, mas não estavam disponíveis para assumir, e por aquelas que não buscaram trabalho, embora estivessem disponíveis, incluindo desalentados.
O contingente de empregadores, por sua vez, atingiu o recorde de 4,5 milhões de pessoas ao crescer 4,3% no trimestre (mais 184 mil pessoas) e 6,4% no ano (mais 272 mil pessoas).
População ocupada
A população ocupada, que totaliza 103,6 milhões de pessoa, foi a maior da série histórica, com alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil) e aumento de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão).
O nível da ocupação – percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – também foi recorde, ao alcançar 59%. Além disso, houve variação de 0,2 pontos percentuais frente ao trimestre anterior (58,8%) e estabilidade em relação a igual trimestre do ano anterior (58,7%).
Informalidade
Segundo a pesquisa, a taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,4% (ou 38,6 milhões) no trimestre e 37,8% (ou 38,7 milhões) no ano.
Rendimento
O IBGE informou que o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.790) ficou estável no trimestre e cresceu 3,6% no ano (mais R$ 131). A massa de rendimento real habitual (R$ 387,5 bilhões) foi a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).


